Como um Fungo Resistente Pode Contaminar Marte
Marte, o planeta vermelho, pode estar a milhões de quilômetros da Terra, mas a distância não é garantia de que formas de vida terrestres não possam chegar lá. Um estudo recente sugere que alguns fungos possuem esporos extremamente resistentes que podem sobreviver a todas as etapas de uma missão a Marte.
Os pesquisadores analisaram microrganismos presentes em salas limpas da NASA, locais extremamente controlados e esterilizados, e descobriram que algumas espécies de fungos possuem uma alta resistência, conseguindo sobreviver mesmo após procedimentos rigorosos de descontaminação.
O Fungo Mais Resistente
Entre os organismos testados, o fungo Aspergillus calidoustus se mostrou o mais resistente. Seus esporos sobreviveram a condições extremas, incluindo radiação intensa, variações de temperatura e baixa pressão atmosférica. Eles também resistiram à exposição ao regolito marciano e à radiação marciana por quase 1.500 minutos.
Os resultados indicam que o A. calidoustus representa um desafio real para a proteção planetária, um conjunto de medidas que busca evitar a contaminação cruzada entre a Terra e outros corpos celestes durante missões espaciais.
Implicações para a Proteção Planetária
Os pesquisadores destacam que os esporos de fungos costumam ser menos considerados do que os bacterianos nos processos de descontaminação. No entanto, os dados sugerem que o A. calidoustus pode não apenas sobreviver à viagem espacial, mas também potencialmente se espalhar em outros planetas.
- Os esporos do A. calidoustus são extremamente resistentes a condições extremas.
- Eles podem sobreviver à radiação intensa e à baixa pressão atmosférica.
- A combinação de temperaturas extremamente baixas e alta radiação é necessária para matar os esporos.
Os resultados desse estudo ajudam a aprimorar as estratégias de proteção planetária da NASA e as abordagens de avaliação de risco microbiano para missões de exploração espacial atuais e futuras.
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