Descoberta de Fungo que Congela Água Pode Ajudar a Controlar o Clima
Um estudo recente liderado por pesquisadores da Universidade Virginia Tech, nos EUA, descobriu que certas proteínas de fungos podem atuar como catalisadores na formação de gelo. Essa descoberta pode ter implicações significativas para a manipulação do clima, especialmente no processo de semeadura de nuvens.
A análise genética dos fungos permitiu identificar os genes responsáveis pela capacidade de congelamento, que foram provavelmente herdados de um ancestral que os obteve de uma espécie bacteriana. A transferência horizontal de genes deve ter ocorrido há pelo menos centenas, senão milhares, de anos.
Aplicações Possíveis
As proteínas de origem fúngica podem ser usadas em diversas aplicações, incluindo:
- Preparação de alimentos congelados: as moléculas fúngicas são mais seguras do que as bacterianas, pois apenas secretam a molécula de nucleação do gelo.
- Criopreservação de células: a nucleação por gelo de origem fúngica pode ser usada para preservar células, tecidos, espermatozoides, óvulos e embriões.
- Manipulação climática: a semeadura de nuvens pode ser realizada de forma mais barata e segura com a utilização de moléculas proteicas de origem fúngica.
O processo de semeadura de nuvens envolve a adição de partículas chamadas “nucleadoras de gelo” às nuvens, que intensificam a formação de gelo em temperaturas abaixo de zero. Atualmente, o iodeto de prata é utilizado como composto químico, mas é altamente tóxico. As moléculas proteicas de origem fúngica podem ser uma alternativa melhor e mais segura.
A descoberta desse fungo que consegue congelar água pode ser um passo importante para o desenvolvimento de tecnologias mais eficazes e seguras para a manipulação do clima. Com a utilização de moléculas proteicas de origem fúngica, é possível reduzir o impacto ambiental e melhorar a eficiência dos processos de semeadura de nuvens.
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