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Como as Big Techs têm assumido protagonismo militar, segundo sociólogo

As Big Techs e o Complexo Militar-Industrial-Dataficado

O livro “As Big Techs e a Guerra Total – o Complexo Militar-Industrial-Dataficado” do sociólogo Sérgio Amadeu explora como as grandes empresas de tecnologia, como Google, Amazon, Palantir e Microsoft, se tornaram peças-chave da infraestrutura bélica global. Amadeu argumenta que essas empresas não são apenas empresas privadas, mas sim “infra-estruturas de poder” que atuam na defesa de interesses políticos e estatais.

Ele destaca que a concentração de dados, algoritmos e capacidade computacional na mão de poucas empresas está remodelando as disputas geopolíticas e os conflitos armados do século 21. Amadeu também alerta sobre os riscos da dependência brasileira de serviços de nuvem estrangeiros e os impactos sociais da vigilância algorítmica.

O Papel das Big Techs na Guerra

As Big Techs estão cada vez mais envolvidas em contratos públicos e bilionários ligados à defesa, como o projeto de nuvem militar em Israel. Isso é resultado da aliança entre essas empresas e o Estado norte-americano, que depende delas para forçar determinadas ações de outros países que as favorecem comercialmente.

Amadeu também destaca que a Europa está reagindo à concentração de poder das Big Techs, tentando regular suas ações e impor regras para garantir a concorrência e proteger os direitos dos cidadãos. No entanto, as Big Techs estão reagindo a essas medidas, criando produtos como a “nuvem soberana” para manter seu controle sobre os dados.

Consequências Sociais e Culturais

A dependência das Big Techs para comunicação e trabalho está criando uma situação assustadora, com uma única empresa mediando a relação de 3 bilhões de pessoas no mundo. Isso dá às Big Techs um poder descomunal para formar consciências, subjetividades e opiniões.

Além disso, a utilização de dados e algoritmos para fins militares é uma novidade preocupante, que resultou na morte de civis na Palestina. Amadeu destaca a importância de estar atento e vigilante para denunciar esse processo e garantir que as Big Techs sejam responsáveis por suas ações.

  • As Big Techs são “infra-estruturas de poder” que atuam na defesa de interesses políticos e estatais.
  • A concentração de dados, algoritmos e capacidade computacional na mão de poucas empresas está remodelando as disputas geopolíticas e os conflitos armados do século 21.
  • A Europa está reagindo à concentração de poder das Big Techs, tentando regular suas ações e impor regras.

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