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Como agem as quadrilhas especializadas no furto de celulares em shows e festivais como o Lollapalooza

Quadrilhas especializadas em furtos de celulares em shows e festivais

Os grandes festivais de música em São Paulo, como o Lollapalooza, têm se tornado um terreno fértil para a atuação de quadrilhas especializadas no furto de celulares. De acordo com a Polícia Civil de São Paulo, essas quadrilhas são compostas por cerca de dez pessoas e são diferentes dos criminosos que atuam nas ruas no dia a dia.

Os criminosos se disfarçam de fãs e adotam os mesmos códigos visuais do público, o que dificulta a identificação deles em meio à multidão. Eles são jovens, em geral com menos de 30 anos, e investem centenas de reais para comprar um ingresso para os shows, certos de que os furtos renderão mais do que isso.

Os furtos são feitos com destreza e as vítimas nem percebem que seus celulares foram roubados. As mulheres são as principais responsáveis pelos furtos, pois podem se aproximar de outros homens e mulheres sem gerar repulsa. Elas passam os celulares para outros comparsas, que podem ser homens.

  • Foram registrados 11 furtos no Lollapalooza deste ano, cinco a mais do que no ano passado.
  • A maioria dos aparelhos roubados é composta por iPhones, incluindo o modelo mais recente.
  • Os criminosos vendem os aparelhos no centro de São Paulo, seja para desmonte e reaproveitamento de peças, seja para exportação.

A Polícia Civil de São Paulo tem dificuldade em flagrar os criminosos e desarticular as quadrilhas, pois as vítimas muitas vezes desistem de registrar um boletim de ocorrência na hora para não precisar sair do festival. Além disso, os criminosos conseguem desmontar os aparelhos antes que a polícia possa localizá-los.

No entanto, a polícia conseguiu prender seis suspeitos nos dois eventos realizados neste mês e eles permanecerão presos até o julgamento. A pena pode chegar a quatro anos de reclusão, com possibilidade de acréscimo de até três anos por associação criminosa.

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