O Futuro da Internet: Redes Autônomas e Inteligência Artificial
A internet que usamos diariamente para assistir a vídeos, fazer transferências bancárias ou navegar no celular depende de uma infraestrutura gerenciada majoritariamente por humanos. No entanto, podemos estar próximos de ter redes capazes de operar, configurar e corrigir a si mesmas com mínima ou nenhuma intervenção manual.
O líder da Ericsson Research Brasil, Mateus Santos, explica o conceito e o estágio atual dessa tecnologia desenvolvida pela empresa. A base do modelo é o que a companhia chama de redes baseadas em intenção. Em vez de o operador configurar os equipamentos e definir cada parâmetro técnico manualmente, ele declara o objetivo, e a rede decide como vai executar.
Algumas das principais características dessas redes autônomas incluem:
- A capacidade de se adaptar a mudanças no tráfego de rede e nos padrões de uso;
- A habilidade de antecipar e prevenir problemas antes que afetem o usuário final;
- A possibilidade de ser configuradas e gerenciadas de forma remota, reduzindo a necessidade de intervenção humana.
A inteligência artificial é um dos pilares desse modelo. Segundo Santos, sistemas de IA treinados com dados históricos de uso permitem identificar padrões que humanos não conseguem detectar ao analisar volumes grandes de informação, e antecipar problemas antes que cheguem ao usuário final.
A Ericsson já está trabalhando em protótipos e provas de conceito com operadoras, e conta com uma plataforma de automação inteligente de redes, a Ericsson Intelligent Automation Platform (EIAP), que já incorpora parte dessas pesquisas. A expectativa da empresa é que as redes autônomas sejam um dos pilares do 6G, com implantações previstas para antes de 2030.
Com a combinação de redes baseadas em intenção e inteligência artificial, o futuro da internet promete ser mais eficiente, seguro e autônomo. A tecnologia desenvolvida pela Ericsson e outras empresas está se aproximando de tornar essa visão uma realidade, e podemos esperar por avanços significativos nos próximos anos.
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