Declínio da População de Elefantes-Marinhos: Um Alerta para a Biodiversidade
A ilha subantártica da Geórgia do Sul, conhecida por abrigar a maior população de elefantes-marinhos-do-sul do mundo, está enfrentando um desafio sem precedentes. Um estudo recente publicado na revista científica Communications Biology revelou que a população de fêmeas reprodutoras desses animais sofreu uma queda de 47% após a chegada do vírus HPAI H5N1, uma gripe aviária altamente letal.
Os pesquisadores do British Antarctic Survey (BAS) utilizaram drones aéreos para monitorar as três maiores colônias de elefantes-marinhos da Geórgia do Sul, comparando a população total de fêmeas reprodutoras antes e depois do surto viral. Os resultados mostraram que algumas colônias apresentaram quedas superiores a 60%, o que representa aproximadamente 53 mil fêmeas desaparecidas em toda a população da ilha.
Impactos na Biodiversidade
A Geórgia do Sul é um local de grande biodiversidade, abrigando não apenas elefantes-marinhos, mas também aves, peixes, pinguins e baleias em suas passagens migratórias. A perda de uma parte significativa da população de elefantes-marinhos pode ter consequências duradouras no ecossistema, pois esses animais são predadores de topo de cadeia alimentar.
Além disso, a nova forma do H5N1 tem especial efeito nas populações de elefantes-marinhos-do-sul, como demonstrado por um estudo que mostrou a devastação de um grupo na Península Valdés, na Argentina, matando mais de 17 mil filhotes de foca.
Preocupações para o Futuro
Os dados não indicam necessariamente que todas as fêmeas tenham morrido ou que a gripe aviária tenha sido a única causa da queda, mas as flutuações anormais nas populações indicam questões que vão além dos impactos diretos do vírus. Isso inclui o número de filhotes que deixou de nascer e ser desmamado.
Os pesquisadores utilizaram veículos aéreos não tripulados (VANTs) para realizar levantamentos aéreos da fauna da ilha subantártica, gerando mapas detalhados das colônias e permitindo a contagem de indivíduos. A condição de isolamento da Geórgia do Sul não foi suficiente para impedir que áreas da ilha atingissem taxas de mortandade superiores a 70% causadas pelo H5N1.
As consequências desse surto provavelmente serão sentidas por muitos anos, especialmente considerando que os elefantes-marinhos-do-sul são animais de vida longa. Além disso, muitas das espécies de focas encontradas na Antártica e nas regiões subantárticas são endêmicas e só podem ser encontradas nesses locais, o que aumenta a preocupação com a perda de biodiversidade.
Em resumo, o declínio da população de elefantes-marinhos na Geórgia do Sul é um alerta para a importância de proteger a biodiversidade e prevenir a propagação de doenças em populações de animais selvagens. É fundamental continuar monitorando a situação e desenvolver estratégias para mitigar os impactos do vírus H5N1 e proteger esses animais incríveis.
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