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Como a BYD aposta em alta da gasolina para mudar seu próximo carro

A alta dos preços da gasolina em função dos conflitos recentes no Oriente Médio se tornou o principal motor de vendas dos carros eletrificados em 2026. De acordo com Stella Li, vice-presidente executiva da BYD, a crise energética é como um “alerta” para os consumidores que ainda hesitavam em abandonar os motores a combustão.

O impacto é sentido diretamente no bolso dos consumidores. O barril do petróleo já supera os US$ 100 e, no Brasil, a gasolina e o diesel já atingiram custo tão alto que o Governo Federal já estuda medidas para conter a subida. Li observou que o cenário levou muitos consumidores a perceberem que os elétricos e híbridos ajudam a aliviar o bolso, já que o aumento de custo dos combustíveis afeta diretamente os hábitos e orçamento dos motoristas.

Expansão da BYD

Para capitalizar esse momento, a gigante chinesa planeja uma ofensiva agressiva na Europa, mas não somente por lá. De acordo com a executiva, a BYD planeja se tornar o que chamou de “fabricante global”, e a expansão inclui duas fábricas no continente europeu além daquela já prevista para a Hungria.

Parte central dessa estratégia é o lançamento do Dolphin G, o primeiro modelo da marca desenhado especificamente para o mercado europeu. O hatch híbrido plug-in será junto de uma nova geração de estações de recarga rápida capazes de abastecer baterias em apenas cinco minutos.

Algumas das principais características da expansão da BYD incluem:

  • Lançamento do Dolphin G, o primeiro modelo da marca desenhado especificamente para o mercado europeu
  • Expansão para o mercado europeu com duas fábricas no continente
  • Lançamento de uma nova geração de estações de recarga rápida capazes de abastecer baterias em apenas cinco minutos

Apesar do otimismo no exterior, a BYD enfrenta ventos não tão favoráveis na China. Lá, o lucro caiu mais de 50% devido à intensa guerra de preços com outros fabricantes de carros elétricos. Enquanto isso, o mercado norte-americano permanece praticamente fechado para seus modelos de baixo custo devido às elevadas barreiras tarifárias.

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