ClickBus Investe em Inteligência Artificial para Melhorar Experiência do Passageiro
A ClickBus, empresa líder em vendas de passagens de ônibus online, anunciou recentemente que irá dobrar seus investimentos em Inteligência Artificial (IA) no próximo ano. Essa decisão visa melhorar a experiência do passageiro e tornar a empresa uma plataforma de “ultrapersonalização”.
Segundo Phillip Klien, CEO da ClickBus, a decisão de desenvolver a solução dentro da empresa é o que permitirá resolver dores específicas do passageiro. “Optamos pelo caminho mais longo, mais complexo, de desenvolver a nossa própria tecnologia”, afirmou Klien.
O Cérebro da Operação: Buzz Brain
O sistema de IA da ClickBus, chamado de Buzz Brain, funciona como um grande “guarda-chuva” para integrar mais de 60 modelos de IA e cerca de 50 multiagentes especializados. A grande diferenciação está na curadoria e na segurança da informação, evitando a dependência direta de modelos genéricos públicos.
Na prática, essa estrutura permite interações complexas no B2C (consumidor final). O concierge, focado na busca e comercialização da passagem, e o assistente, que atua no pós-venda, são exemplos de como a IA pode ser utilizada para melhorar a experiência do passageiro.
- Interagir com o assistente para obter informações sobre a viagem, como documentos necessários ou regras para levar pets.
- Utilizar a IA para obter insights de negócio e melhorar a operação das empresas de ônibus.
- Desenvolver uma plataforma de “ultrapersonalização” para atender às necessidades específicas do passageiro.
Visão de Futuro: de Ferramenta a “Nova Espécie”
O evento também contou com a presença de Neil Redding, futurista que destacou que ferramentas genéricas falham sem o contexto operacional das viações. Para ele, o mercado está saindo do estágio de “prompt” para o estágio de “participação”, onde a tecnologia atua como uma espécie simbionte dentro das empresas.
Redding argumentou que o modelo de negócios tradicional tornou-se obsoleto diante da volatilidade atual e que a resposta para a sobrevivência está na biologia e na descentralização. “A natureza prospera por meio da participação. Não há controle centralizado, mas isso permite ecossistemas bonitos, dinâmicos e resilientes que evoluem em tempo real”, afirmou.
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