Claudia Alarcón & Silät: Viver Tecendo no MASP
A exposição “Claudia Alarcón & Silät: Viver Tecendo” estreou no Museu de Arte de São Paulo (MASP) em 6 de março, trazendo uma nova perspectiva sobre a tecelagem ancestral do povo Wichí. A artista argentina Claudia Alarcón e o coletivo Silät, formado por mais de cem mulheres do povo Wichí, apresentam 25 trabalhos que tensionam a ideia tradicional de tecelagem, colocando-a em movimento.
O coletivo Silät surgiu em 2023, quando Alarcón chegou à região do Gran Chaco com oficinas que propõem deslocamentos formais a partir das yicas, bolsas quadradas que as mulheres Wichí produzem há gerações. A exposição, curada por Adriano Pedrosa e Laura Cosendey, apresenta obras feitas com chaguar, uma planta nativa do clima seco da região, quase em estado bruto. Tudo é manual, sem tear, e os fios passam diretamente pelas mãos das tecelãs.
- A exposição apresenta obras com cores intensas, obtidas com anilinas, como laranja e fúcsia, que antes não pertenciam a esse universo.
- O Silät cria métodos para que várias tecelãs atuem na mesma peça, ou para que uma continue exatamente do ponto onde a outra parou, alterando a escala, o tempo e a ideia de autoria.
- As obras apresentadas incluem “Kyelhkyup — El otoño”, que traduz as mudanças de estação no território Wichí, e “Kates tsinhay — Mujeres estrellas”, que mistura geometrias ancestrais com formas que evocam corpos celestes.
A exposição fica em cartaz até 2 de agosto no MASP, e é uma oportunidade única para conhecer a arte e a cultura do povo Wichí. Com a curadoria de Adriano Pedrosa e Laura Cosendey, a exposição é um exemplo de como a arte pode ser um instrumento de transformação social e cultural.
Além disso, a exposição também inclui obras que denunciam a repressão histórica do Estado argentino contra os povos indígenas, como “N’äyhay wet layikis — Caminos y cicatrices”, criada para a data da independência da Argentina.
Em resumo, a exposição “Claudia Alarcón & Silät: Viver Tecendo” é uma experiência única que combina arte, cultura e transformação social, e é uma oportunidade imperdível para conhecer a arte e a cultura do povo Wichí.
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