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Morte de Silvio Da-Rin: Legado no Cinema Brasileiro

O cineasta, documentarista e gestor cultural Silvio Da-Rin faleceu aos 77 anos, deixando um legado imensurável para o cinema nacional e as políticas públicas voltadas ao setor audiovisual. Nascido em 1949, no Rio de Janeiro, Da-Rin construiu uma trajetória marcada pela defesa do cinema brasileiro e pelo uso do documentário como instrumento de reflexão sobre a história política e social do país.

Como técnico de som, Da-Rin participou de cerca de 150 produções, incluindo títulos importantes da retomada do cinema brasileiro. Na direção, estreou em 1980 com o curta “Fênix”, que reuniu depoimentos de artistas e intelectuais sobre a repressão durante a ditadura militar. Seu documentário “Hércules 56” (2006) é considerado um dos mais emblemáticos de sua carreira, reconstituindo o sequestro do embaixador americano Charles Burke Elbrick em 1969.

Atuação em Políticas Públicas

Além da produção cinematográfica, Silvio Da-Rin teve papel relevante na formulação de políticas públicas para o audiovisual. Como secretário do Ministério da Cultura, entre 2007 e 2010, participou da implementação de programas voltados ao fortalecimento da produção independente e à ampliação do conteúdo brasileiro na televisão. Ele também presidiu a Federação de Cineclubes e integrou a Associação Brasileira de Documentaristas.

Da-Rin publicou o livro “Espelho partido – tradição e renovação do documentário cinematográfico”, derivado de sua pesquisa de mestrado na UFRJ, que é considerado uma referência essencial para pesquisadores, estudantes e profissionais do audiovisual. Sua atuação em políticas públicas e sua contribuição para o cinema brasileiro foram reconhecidas por várias instituições, incluindo o Ministério da Cultura e a Empresa Brasil de Comunicação.

  • Algumas de suas obras mais notáveis incluem “O Príncipe do Fogo” e “Igreja da Libertação”.
  • Seu documentário “Paralelo 10” (2012) retratou as dificuldades enfrentadas pelos índios nativos na Amazônia.
  • Da-Rin percorreu a floresta em busca de tribos isoladas da Amazônia, demonstrando seu compromisso com a preservação da cultura e da memória audiovisual brasileira.

O Ministério da Cultura manifestou “profundo pesar” pelo falecimento de Silvio Da-Rin, destacando seu legado imensurável para o cinema nacional e as políticas públicas voltadas ao setor audiovisual. A Empresa Brasil de Comunicação e a Riofilme também publicaram notas de pesar, reconhecendo a contribuição de Da-Rin para o cinema brasileiro e sua atuação em políticas públicas.

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