Regeneração de Neurônios e Restauração da Memória em Ratos
O cérebro é um órgão dinâmico, com neurônios constantemente ajustando a força de suas conexões, uma propriedade conhecida como “plasticidade”. Essa flexibilidade é fundamental para a memória e o aprendizado, mas o declínio cognitivo relacionado ao envelhecimento e a doenças como o Alzheimer pode interromper esses processos celulares.
Acredita-se que a formação e manutenção da memória dependam de grupos esparsos de neurônios chamados “engramas”, que se tornam ativos durante o aprendizado e são reativados durante a recordação. No entanto, em cérebros com problemas cognitivos ou mais velhos, os engramas podem apresentar mau funcionamento, comprometendo a memória.
Estudo sobre a Regeneração de Neurônios
Um estudo recente publicado na revista Neuron demonstrou que a “reprogramação parcial” de certos neurônios pode restaurar a memória em camundongos. A equipe de cientistas da Universidade Politécnica de Lausanne (Suíça) investigou se o rejuvenescimento dos neurônios de engrama poderia recuperar a memória dos animais após o início do declínio cognitivo.
Os pesquisadores utilizaram a técnica de terapia gênica nos animais, por meio de injeções nos seus cérebros, para estimular a atividade de três genes – Oct4, Sox2 e Klf4 –, denominados em conjunto como “OSK”. A abordagem foi direcionar os genes OSK especificamente para os neurônios de engrama que estão ativos durante o aprendizado.
Resultados do Estudo
Os resultados do estudo mostraram que a ativação breve de OSK em neurônios de engramas do hipocampo restaurou a memória em camundongos idosos. Além disso, a mesma técnica aplicada a engramas do córtex pré-frontal restaurou os campos de aprendizado, trazendo o desempenho de volta aos níveis observados em controles neurais mais jovens.
Os neurônios de engrama reprogramados também apresentaram sinais de melhora na saúde, mantendo sua identidade neuronal e exibindo características moleculares associadas a um estado mais jovem.
- A técnica de terapia gênica pode ser uma abordagem promissora para a restauração da memória em indivíduos com declínio cognitivo.
- A reprogramação parcial de neurônios pode ser uma forma de rejuvenescer os neurônios e restaurar a memória.
- Os resultados do estudo precisam ser confirmados em modelos humanos para que possam ser aplicados em tratamentos para doenças como o Alzheimer.
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