China pode superar EUA como principal nação no espaço entre próximos 5 a 10 anos
Um relatório recente da Commercial Space Federation alertou que a China pode ultrapassar os Estados Unidos e se tornar a principal potência espacial do mundo em apenas cinco a dez anos. Isso ocorre devido ao crescimento acelerado do programa espacial chinês, que contrasta com os cortes históricos no orçamento da NASA, colocando os EUA em posição vulnerável na chamada “nova corrida espacial”.
A China está avançando em várias frentes ao mesmo tempo, incluindo a construção da estação espacial Tiangong, desenvolvimento de megaconstelações de satélites, criação de foguetes de grande porte e exploração da Lua. As metas mais ambiciosas incluem o envio de astronautas à superfície lunar até 2030 e a construção de uma base equipada com reator nuclear até 2035.
Alguns dos principais pontos que destacam o avanço da China incluem:
- Seis centros de lançamento em operação, garantindo uma capacidade crescente de enviar missões ao espaço.
- Forte investimento governamental em empresas privadas, que receberam mais de US$ 2,8 bilhões em 2023.
- Desenvolvimento de tecnologias avançadas, como reabastecimento no espaço e junção de naves para extensão de missão.
Enquanto a China avança, os EUA lidam com desafios significativos, incluindo atrasos no programa Artemis e cortes propostos ao orçamento da NASA. Além disso, o futuro da Estação Espacial Internacional (ISS) é incerto, o que pode permitir que a Tiangong se torne a única estação estatal em órbita, ampliando a influência da China.
O relatório conclui que a China não só está alcançando os EUA, mas ditando o ritmo da corrida espacial. Se nada mudar, Pequim poderá garantir vantagem estratégica na exploração lunar e até em futuras missões a Marte, além de consolidar parcerias globais que reduzem a influência americana no setor.
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