Chichén Itzá Reabre Após Conflito com Vendedores Locais
Depois de 13 dias fechado, o sítio arqueológico mais visitado do México, Chichén Itzá, reabriu suas portas para os turistas. O fechamento foi causado por um impasse entre as autoridades e os vendedores locais, que se opunham à relocação para o novo complexo de visitantes, o Catvi.
O Catvi é um complexo de 16 hectares que inclui 962 espaços comerciais, praças de alimentação e serviços de guias, e foi apresentado como a maior infraestrutura de serviços ao visitante da América Latina. No entanto, a comunidade local não celebrou a abertura do novo espaço, alegando que os novos espaços carecem de dignidade e ficam longe das pirâmides principais, onde tradicionalmente ofereciam seus produtos.
Conflito e Reabertura
O Conselho de Governo Indígena de Pisté Chichén Itzá, uma organização maia recém-formada, entrou com uma liminar para suspender a relocação, alegando falta de consulta adequada às comunidades. A organização estima que mais de 1.500 pessoas são afetadas pela mudança, número que supera o de vendedores registrados.
O fechamento não foi anunciado como conflito, mas a tensão com os vendedores logo se tornou evidente. Em 26 de maio, o Instituto Nacional de Antropologia e História do México (INAH) afirmou que 220 dos 666 vendedores haviam concordado com a relocação, mas no mesmo dia protestos tomaram as ruas. O site reabriu com acesso exclusivo pelo Catvi, enquanto o grupo comunitário segue lutando para manter o antigo centro de acesso em funcionamento.
Chichén Itzá é um Patrimônio Mundial da Unesco e uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo, recebendo mais de 2,2 milhões de visitantes por ano. O fechamento gerou preocupação no setor turístico da região.
- Chichén Itzá é o sítio arqueológico mais visitado do México.
- O Catvi é um complexo de 16 hectares com 962 espaços comerciais.
- A comunidade local se opõe à relocação para o novo complexo.
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