Demissão de Líder da OpenAI após Acordo com o Pentágono
A líder da equipe de hardware e engenharia robótica da OpenAI, Caitlin Kalinowski, anunciou sua decisão de deixar a empresa após o CEO Sam Altman fechar um acordo com o Departamento de Defesa para o uso de sua tecnologia em operações militares.
Kalinowski, que foi contratada em 2024, afirmou que sua decisão foi tomada por princípio, pois acredita que a vigilância de americanos sem supervisão judicial e a autonomia letal sem autorização humana são linhas que mereciam mais deliberação do que receberam.
Fatos Principais
- A OpenAI afirmou que sua tecnologia poderia apoiar trabalhos relacionados à defesa, incluindo cibersegurança, análise de inteligência e logística.
- O acordo atraiu críticas de funcionários da OpenAI e pesquisadores de IA, que alertam que a expansão da inteligência artificial para operações militares aumenta os riscos em torno da vigilância e de armas autônomas.
- A parceria entre a OpenAI e o Departamento de Defesa acontece após o governo Trump se afastar da colaboração com a Anthropic, que foi rotulada como um risco para a cadeia de suprimentos.
A OpenAI afirmou que seu acordo com o Pentágono cria um caminho viável para usos responsáveis da IA na segurança nacional, ao mesmo tempo em que deixa claras suas linhas vermelhas: nada de vigilância doméstica e nada de armas autônomas.
Reação Negativa
A controvérsia desencadeou uma forte reação entre os usuários do ChatGPT, que deletaram o aplicativo de IA em massa. As desinstalações do app móvel do ChatGPT saltaram 295% no dia seguinte ao anúncio do acordo com o Departamento de Defesa.
O CEO da OpenAI, Sam Altman, disse que o acordo foi “apressado” e que pareceu “oportunista e desleixado”. O acordo foi alterado e agora estabelece que sistemas alimentados pelo ChatGPT “não devem ser usados intencionalmente para vigilância doméstica de indivíduos e cidadãos dos EUA”.
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