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Cemitério de baleeiros do século 17 revela traços de doenças, desgaste e tabagismo

Descobertas em Cemitério de Baleeiros do Século 17

Um cemitério de baleeiros no Ártico está fornecendo informações valiosas sobre as condições extremas enfrentadas por trabalhadores da caça às baleias entre os séculos 17 e 18. A análise de 20 sepulturas em Likneset, no arquipélago de Svalbard, revelou sinais de desgaste físico severo, doenças articulares, escorbuto e tabagismo entre os homens enterrados no local.

A arqueóloga Lise Loktu, autora principal do estudo, afirma que a caça às baleias no Ártico no início da era moderna foi uma das primeiras indústrias extrativas em larga escala da Europa. Ela destaca que o trabalho era altamente manual e que os baleeiros passavam os dias remando embarcações, rebocando carcaças, processando gordura animal e executando tarefas pesadas sob frio intenso e umidade constante.

Condições de Vida e Saúde

A análise conduzida em parceria com a antropóloga forense Elin Therese Brødholt encontrou sinais de degeneração nas articulações, traumas e sobrecarga em ombros, coluna, quadris, joelhos e pés. Vários adultos muito jovens já apresentam desgaste e degeneração avançados, normalmente associados a fases mais avançadas da vida.

  • Escorbuto: uma doença causada pela deficiência de vitamina C, comum entre marinheiros durante longas viagens marítimas.
  • Tabagismo: identificado por marcas circulares nos dentes de muitos baleeiros, sinal típico do uso frequente de cachimbos de barro.
  • Desgaste físico: os baleeiros submetiam o corpo a esforço intenso desde cedo, o que contribuía para a degeneração avançada.

Patrimônio Ameaçado

Os pesquisadores decidiram concentrar o estudo em Likneset porque partes do cemitério já foram perdidas para a erosão costeira. Ao comparar escavações realizadas no fim dos anos 1980, em 2016 e em 2019, a equipe concluiu que o solo congelado que preservava as sepulturas está se degradando rapidamente devido ao aquecimento do Ártico.

Essa descoberta lança um alerta para o futuro, pois a perda dessas áreas pode comprometer futuras pesquisas sobre as primeiras grandes atividades extrativistas europeias no Ártico.

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