Naufrágio de Navio com 5 mil Bois no Pará: Caso de Indenização é Arquivado
O caso do naufrágio do navio Haidar, que ocorreu em 2015 no porto de Vila do Conde, na cidade de Barcarena, nordeste do Pará, continua a gerar controvérsias. O navio, de bandeira libanesa, transportava 5 mil bois vivos em direção à Venezuela quando afundou, causando a morte da maioria dos animais e contaminando o rio Pará com óleo e carcaças de animais.
A justiça inglesa arquivou uma ação movida pela Pogust Goodhead, escritório de advocacia internacional, em nome de 18 mil brasileiros que buscavam indenização por danos ambientais e sociais causados pelo naufrágio. O motivo do arquivamento foi uma disputa sobre a autorização do escritório de advocacia para representar as vítimas no processo.
Consequências do Naufrágio
As consequências do naufrágio foram graves. O rio Pará foi contaminado com 730 mil litros de diesel marítimo, carcaças de animais e feno, causando danos ambientais e sociais à população das comunidades de Barcarena e Abaetetuba. A resposta emergencial demorou mais do que o esperado, o que agravou os impactos ambientais e sociais na região.
Os moradores relataram dificuldades para acessar água limpa e aumento do mau cheiro nas proximidades do porto. Barreiras de contenção foram instaladas para tentar impedir o avanço da poluição, mas comunidades locais reclamaram da demora nas ações de controle.
Desenvolvimentos do Caso
O caso foi levado ao Tribunal Superior Britânico em 2020, quando a Pogust Goodhead entrou com uma ação contra a Salic (UK) Limited em nome de mais de 18 mil pessoas. No entanto, a Salic argumentou que o escritório de advocacia não tinha autoridade para representar os demandantes.
A Pogust confirmou que tinha autoridade para apresentar uma ação em nome dos demandantes em 2022, mas solicitou a suspensão do processo em 2025 para investigar se tinha de fato autorização dos demandantes para a apresentação de ações em jurisdição estrangeira.
- O navio Haidar continua submerso desde o naufrágio em 2015.
- A remoção do navio tem se arrastado há quase 11 anos, entre contratos fracassados, investigações e disputas sobre responsabilidades.
- A empresa Superpesa foi multada e teve o contrato cancelado devido ao descumprimento de acordos legais para a retirada da embarcação.
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