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Câncer de mama deve bater recorde e atingir 3,5 milhões de mulheres por ano em 2050

de mama deve continuar sendo o tipo de câ câncer mais câncer de mama mais com a mais comum entre mulheres nas próximas décadas. Segundo uma nova análise do Global Burden of Disease Study publicada na The Lancet Oncology, o número anual de casos deve crescer de 2,3 milhões registrados em 2023 para mais de 3,5 milhões em 2050, um aumento de cerca de um terço.

Desigualdade entre países ricos e pobres

Os resultados revelam uma desigualdade marcante entre países ricos e pobres. Em 2023, cerca de 73% dos novos casos ocorreram em países de renda alta ou média-alta. Isso acontece, em parte, porque esses países possuem programas de rastreamento mais amplos, que permitem diagnosticar a doença com maior frequência.

Quando se ajustam os números à idade das populações, as maiores taxas de incidência aparecem novamente em países de alta renda, com cerca de 100 novos casos por 100 mil mulheres ou mais. Já em países de baixa renda, os índices ficam abaixo de 13 casos por 100 mil.

Fatores de risco e prevenção

O estudo indica que 28% da carga global do câncer de mama está associada a fatores de risco potencialmente modificáveis. Isso significa que mudanças no estilo de vida poderiam prevenir uma parcela significativa da doença. Os principais fatores identificados foram:

  • Alto consumo de carne vermelha, associado a cerca de 11% dos anos de vida saudável perdidos
  • Tabagismo, incluindo exposição ao fumo passivo (8%)
  • Níveis elevados de açúcar no sangue (6%)
  • Índice de massa corporal elevado (4%)
  • Consumo de álcool (2%)
  • Baixa atividade física (2%)

De acordo com os pesquisadores, políticas públicas que estimulem hábitos mais saudáveis podem reduzir significativamente o impacto futuro da doença.

Desafio global

Mesmo com avanços recentes no tratamento, os autores destacam que a prevenção sozinha não será suficiente. Milhões de mulheres continuarão desenvolvendo a doença nas próximas décadas, o que torna urgente reduzir as desigualdades no acesso ao diagnóstico e à terapia.

Entre as prioridades apontadas estão o fortalecimento dos sistemas de saúde, a ampliação do diagnóstico precoce e a redução dos custos do tratamento. Os pesquisadores também defendem que a cobertura universal de saúde inclua os serviços essenciais de cuidado ao câncer de mama.

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