Descoberta Inédita: Onças-Pintadas Miando como Gatos
Um estudo recente publicado na revista Behaviour revelou uma descoberta surpreendente sobre as onças-pintadas. Por décadas, acreditou-se que o miado era um som exclusivo dos gatos domésticos e de alguns felinos de pequeno porte. No entanto, as imagens e áudios captados por câmeras-armadilha no Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, mostram onças-pintadas emitindo sons semelhantes a miados em um ambiente selvagem.
As gravações foram feitas por uma equipe de pesquisadores brasileiros e estrangeiros, que identificaram três registros considerados incomuns: duas de uma fêmea adulta e uma de uma onça jovem, com cerca de um ano de idade. Os sons chamaram a atenção por suas características acústicas, que lembram fortemente os miados de gatos domésticos.
Características dos Sons
Os sons registrados eram agudos, breves e emitidos em sequência, em um padrão que lembra os miados de gatos domésticos. Segundo os autores, apesar de cada vocalização apresentar variações sutis, todas compartilhavam esse mesmo perfil sonoro, algo que até então não se acreditava possível em onças-pintadas.
Até agora, a ciência considerava que os grandes felinos não conseguiam miar devido à anatomia de suas cordas vocais e à morfologia do osso hióide, estruturas que favorecem o rugido. No entanto, as novas gravações indicam que a comunicação vocal dessas espécies pode ser mais diversa do que se supunha.
Comunicação entre Mães e Filhotes
Todas as vocalizações registradas ocorreram em contextos de separação temporária entre fêmeas e seus filhotes. A equipe de pesquisadores acredita que os “miados” funcionam como um mecanismo de localização entre mãe e filhote em momentos de afastamento.
- Os pesquisadores identificaram três gravações consideradas incomuns: duas de uma fêmea adulta e uma de uma onça jovem.
- As vocalizações foram registradas por câmeras-armadilha instaladas no Parque Nacional do Iguaçu.
- A equipe de pesquisadores acredita que os “miados” são usados para localizar os filhotes em momentos de afastamento.
Essa descoberta amplia de forma significativa o conhecimento sobre o repertório vocal dos grandes felinos e destaca a importância dos esforços de longo prazo para a conservação da espécie.
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