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Estudo Brasileiro sobre Sequelas do Zika

Um estudo realizado por pesquisadores brasileiros, publicado no periódico científico PLOS Global Public Health, investigou os efeitos do vírus Zika na infância. Com dados de 12 centros de pesquisa do país, o estudo reuniu informações de 843 crianças brasileiras com microcefalia, nascidas entre janeiro de 2015 e julho de 2018.

A pesquisadora Maria Elizabeth Lopes Moreira, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), destacou a importância do estudo, que define o espectro da microcefalia causada pelo vírus Zika. O estudo mostrou que as sequelas mais frequentes foram anormalidades estruturais do sistema nervoso central, detectadas por neuroimagem, além de anormalidades nos exames neurológico e oftalmológico.

  • Microcefalia ao nascer, observada em 71,3% dos casos;
  • Microcefalia pós-natal, registrada em 20,4% das crianças;
  • Prematuridade, em 10% e 20%;
  • Baixo peso ao nascer, com média de 33,2%, variando de 10% a 43,8%;
  • Malformações congênitas, entre as quais as mais frequentes foram epicanto (40,1%), occipital proeminente (39,2%) e excesso de pele no pescoço (26,7%).

Os resultados do estudo também mostraram que as crianças com microcefalia causada pelo Zika têm um espectro de gravidade e diferentes tipos de manifestações da Síndrome Congênita do Zika (SCZ). Além disso, o estudo destacou a importância da estimulação precoce para as crianças afetadas, pois elas têm a capacidade de formar novas células e melhorar o prognóstico.

A pesquisadora Maria Elizabeth Lopes Moreira ressaltou que não existe um tratamento específico para o zika vírus e que a prevenção é fundamental. Ela recomendou que as mulheres grávidas busquem evitar zonas infestadas pelo mosquito Aedes aegypti, usem repelentes e roupas de mangas compridas, e procurem ambientes com ar condicionado.

O estudo também destacou a necessidade de desenvolver uma vacina para as mulheres em idade fértil, que as impeça de terem Zika. Além disso, os pesquisadores continuarão a acompanhar as crianças que tiveram Zika, investigando os impactos da doença na vida escolar.

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