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Brasil tem 209 casos suspeitos de intoxicação por metanol
O Brasil está enfrentando uma situação de emergência médica com 209 casos em investigação de intoxicação por metanol após a ingestão de bebida alcoólica, de acordo com informações divulgadas pelo Ministério da Saúde. Até o momento, 16 casos foram confirmados, com 14 em São Paulo e 2 no Paraná.
Os casos suspeitos estão distribuídos por 13 estados, incluindo Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pernambuco, Paraná, Rondônia, São Paulo, Piauí, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Paraíba e Ceará. Já os estados da Bahia e do Espírito Santo tiveram os casos registrados descartados.
Infelizmente, o país também registrou 15 óbitos, com duas mortes confirmadas no estado de São Paulo. As demais mortes estão em investigação, o que destaca a gravidade da situação.
Para combater a intoxicação por metanol, o Ministério da Saúde iniciou a distribuição de etanol farmacêutico, um antídoto utilizado no tratamento de intoxicações por metanol, aos estados que formalizaram pedido de reforço de estoque. Nesta primeira remessa, foram enviadas 580 ampolas a cinco estados.
A intoxicação por metanol é uma emergência médica de extrema gravidade, pois a substância, quando ingerida, é metabolizada no organismo em produtos tóxicos que podem levar à morte. Os principais sintomas da intoxicação incluem visão turva ou perda de visão e mal-estar generalizado.
Em caso de identificação dos sintomas, é fundamental buscar imediatamente os serviços de emergência médica e contatar instituições especializadas, como o Disque-Intoxicação da Anvisa ou o Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo.
- Disque-Intoxicação da Anvisa: 0800 722 6001
- CIATox da sua cidade para orientação especializada
- Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI): (11) 5012-5311 ou 0800-771-3733
É importante identificar e orientar possíveis contatos que tenham consumido a mesma bebida, recomendando que procurem imediatamente um serviço de saúde para avaliação e tratamento adequado. A demora no atendimento e na identificação da intoxicação aumenta a probabilidade do desfecho mais grave, com o óbito do paciente.
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