Biografia Revela Episódio Crítico com Mick Jagger Envolvendo Overdose nos Anos 1970
Uma nova biografia sobre os Rolling Stones trouxe à tona um episódio grave envolvendo Mick Jagger no fim da década de 1970. De acordo com o livro “The Rolling Stones: The Biography”, de Bob Spitz, o ex-presidente da Rolling Stones Records, Marshall Chess, afirma que encontrou Jagger desacordado em seu apartamento em 1976 após o consumo de heroína.
Segundo Chess, o incidente ocorreu após a turnê europeia da banda na primavera daquele ano. Ele relata que Jagger o procurou em Nova York dizendo que estava entediado e iria visitá-lo. O executivo afirma que o cantor de “Paint it Black” chegou “ansioso” e já havia consumido álcool e possivelmente cocaína, insistindo para continuar a noite.
Chess teria buscado heroína com um “traficante de heroína budista”, e os dois consumiram a substância juntos. Cerca de dez minutos depois, Jagger desmaiou. “Os lábios dele estavam ficando azuis. Eu não sabia o que fazer. Fiquei apavorado”, disse Chess no livro, acrescentando que tentou reanimá-lo sem sucesso.
Reanimação e Consequências
Diante da situação, Chess chamou uma ambulância e entrou em contato com Ahmet Ertegun, presidente da Atlantic Records, que havia participado de uma festa com o músico naquela noite. Ertegun teria chegado acompanhado da atriz Faye Dunaway. Chess relata ainda que fez respiração boca a boca em Jagger até a chegada do socorro.
O cantor recebeu oxigênio e voltou a respirar, sendo então levado ao Hospital Lenox Hill, onde Dunaway teria ajudado a garantir um quarto particular para evitar exposição. Um representante de Jagger não comentou o caso quando procurado.
- O episódio foi a “gota d’água” para a relação de Chess com a banda e com drogas pesadas, levando-o a deixar o cargo pouco depois.
- Jagger havia sido preso por porte de drogas em 1969, quando autoridades alegaram ter encontrado heroína – uma versão que ele sempre contestou, dizendo ter sido vítima de uma armação.
- Keith Richards teve sua luta com a heroína amplamente documentada e abandonou a substância em 1978.
Em 2010, Jerry Hall, ex-companheira de Jagger, afirmou que ele usava heroína no início do relacionamento, mas teria parado a pedido dela. “Eu disse a ele que não poderia vê-lo se ele usasse drogas, dizendo: ‘Vá embora e não volte até estar sóbrio'”, escreveu ela em suas memórias.
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link