Desenvolvimento de Biofilme Sustentável a partir de Pele de Peixe Amazônico
Um grupo de pesquisadores da Embrapa Pecuária Sudeste e da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveu um biofilme feito a partir da pele do peixe amazônico conhecido como tambatinga, que pode ser usado como embalagem de alimentos.
A pele do tambatinga, resultado do cruzamento entre a fêmea do tambaqui e o macho da pirapitinga, é rica em colágeno e contém níveis mais elevados de aminoácidos devido à sua origem tropical, o que melhora as propriedades funcionais e estruturais da gelatina derivada dela.
O biofilme foi produzido a partir da extração da gelatina da pele do peixe com água quente e ácido acético, e posteriormente preparado como um material transparente, flexível e com superfícies uniformes.
Os resultados mostraram que o biofilme é resistente, com excelente capacidade de bloquear os raios ultravioleta e menor permeabilidade ao vapor de água em comparação com outros materiais à base de gelatina.
No entanto, o material apresentou uma limitação: sensibilidade à umidade, o que restringe seu uso atualmente para produtos desidratados, como nozes e castanhas.
Os pesquisadores consideram que é necessário continuar o trabalho para possibilitar o uso do biopolímero obtido da pele do tambatinga em embalagens de alimentos, produtos farmacêuticos e biomédicos, agregando valor econômico ao setor da aquicultura e promovendo uma cadeia produtiva integrada e ambientalmente responsável.
- O biofilme feito a partir da pele do peixe amazônico é uma alternativa sustentável para embalagens de alimentos.
- A pele do tambatinga é rica em colágeno e contém níveis mais elevados de aminoácidos.
- O biofilme é resistente e tem excelente capacidade de bloquear os raios ultravioleta.
O desenvolvimento desse biofilme é um passo importante para reduzir o impacto ambiental das embalagens sintéticas e promover uma cadeia produtiva mais sustentável.
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