Resenha do Filme “Backrooms: Um não-lugar”
O filme “Backrooms: Um não-lugar” é uma adaptação da lenda urbana online que promete muito, mas acaba decepcionando no final. O diretor Kane Parsons, de apenas 20 anos, mostra um potencial tremendo em grande parte do filme, criando uma trama tensa e instigante que explora a ideia de um espaço extradimensional infinito.
A história segue o encontro do dono de uma loja de móveis (Chiwetel Ejiofor) com o lugar e a busca de sua terapeuta (Renate Reinsve) após seu desaparecimento. O elenco de respeito ajuda a manter a conexão do público com os personagens enquanto o absurdo do enredo evolui junto da estranheza dos ambientes.
Os pontos fortes do filme incluem:
- A direção de Kane Parsons, que controla a tensão do desconhecido com habilidade;
- As atuações de Chiwetel Ejiofor e Renate Reinsve, que equilibram fraqueza e agressividade;
- O clima de familiaridade sinistra presente em cada sala criada por Parsons.
No entanto, o filme acaba se perdendo no final, introduzindo elementos novos apenas para ignorá-los logo em seguida, o que gera uma frustração compreensível. Além disso, tramas paralelas desnecessárias criam expectativas que nunca se cumprem, deixando um retrogosto amargo em um enredo que ia tão bem.
Em resumo, “Backrooms: Um não-lugar” é um filme que promete muito, mas acaba decepcionando no final. A direção e as atuações são pontos fortes, mas a conclusão confusa e as tramas paralelas desnecessárias acabam por prejudicar a experiência do filme.
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