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AVCs severos aumentam em 5 vezes chance de demência na velhice

AVCs Severos e Demência: Um Estudo Revela a Relação

Um novo estudo publicado na revista JAMA Network Open sugere que pessoas que sofreram formas mais graves de Acidente Vascular Cerebral (AVC) podem ter até cinco vezes mais chances de desenvolver demência em estágios avançados da vida. A pesquisa, realizada pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, analisou dados de mais de 42 mil adultos norte-americanos com 45 anos ou mais, incluindo cerca de 1.500 sobreviventes de AVC.

Os resultados mostram que à medida que a gravidade do AVC aumenta, o risco de declínio cognitivo progressivo e demência também cresce de forma significativa. Em comparação com pessoas que não tiveram AVC, quem sofreu um quadro leve tem o dobro de risco de desenvolver demência, enquanto esse risco triplica nos casos moderados e chega a ser cinco vezes maior nos casos graves.

Declínio Cognitivo e Demência

Os pesquisadores observaram que adultos sem histórico de AVC apresentaram declínio cognitivo compatível com o envelhecimento, enquanto sobreviventes de AVC demonstraram uma queda mais rápida na cognição geral, incluindo memória e função executiva. Isso sugere que o AVC pode ter um impacto significativo na reserva cognitiva, tornando o cérebro menos capaz de compensar o próprio AVC, o declínio normal relacionado à idade e as lesões contínuas decorrentes de fatores de risco vascular.

Além disso, os resultados mostram que indivíduos que tiveram quadros leves ou moderados de AVC apresentaram um declínio cognitivo equivalente ao de pessoas 1,8 ano mais velhas no início do estudo, enquanto nos casos moderados a graves, esse declínio correspondeu a uma idade 2,6 anos superior.

Prevenção e Controle

Os pesquisadores alertam que fatores como doenças dos pequenos vasos sanguíneos, neurodegeneração, inflamação crônica e níveis elevados de glicose no sangue também contribuem para o declínio cognitivo e a demência após o AVC. No entanto, a prevenção do primeiro e do segundo AVC é considerada a melhor maneira de prevenir a demência pós-AVC e o declínio cognitivo.

  • Controlar a pressão arterial, a glicose e o colesterol para níveis ótimos;
  • Tomar um anticoagulante quando houver fibrilação atrial, conforme recomendado.

Os resultados reforçam a necessidade de atenção contínua à saúde cerebral de sobreviventes de AVC, principalmente nos casos mais graves. Além disso, os autores destacam que mais estudos são necessários para compreender melhor os mecanismos por trás dessa associação e testar intervenções capazes de prevenir a demência pós-AVC e o declínio cognitivo.

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