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Ativismo negro de Candeia é debatido em livro que expõe a complexidade da militância do sambista e questiona a fama de policial severo e truculento

Candeia: Um Legado de Ativismo Negro e Samba

O livro “Candeia – O samba, o Quilombo e o ativismo negro”, escrito por Stephen Bocskay, é uma obra essencial para compreender a ideologia, personalidade e legado do sambista Candeia. Lançado no Brasil em junho, o livro questiona teses sobre o sambista, como a fama de ter sido intransigente e truculento no exercício da atividade policial.

Com uma abordagem antropológica, o livro expõe a complexidade do ativismo de Candeia, que fundou o grêmio recreativo de arte negra e escola de samba Quilombo, uma agremiação dissidente que se opunha à comercialização do Carnaval. Além disso, o livro destaca a posição de Candeia sobre a proliferação dos bailes black no Rio de Janeiro nos anos 1970.

A Complexidade do Ativismo de Candeia

O livro mostra que Candeia foi um defensor arraigado do nacionalismo e das tradições do samba, mas também foi refratário ao crescimento da música black norte-americana no universo da juventude carioca. No entanto, o autor defende a tese de que, na discografia de Candeia, há diálogos do samba com a soul music e com a música afro-cubana.

Entre as principais contribuições do livro, destacam-se:

  • A exposição da visão da filha de Candeia, Selma, que defende que a aura de policial severo do pai foi alimentada por quem esperava que ele fosse conivente com infrações e delitos.
  • A análise da militância de Candeia e sua importância na construção da consciência negra ativista.
  • A apresentação de entrevistas com personalidades do samba e do movimento Black Rio, como Dona Ivone Lara, Dom Filó, Elton Medeiros e Martinho da Vila.

Em resumo, o livro “Candeia – O samba, o Quilombo e o ativismo negro” é uma obra fundamental para entender a complexidade do ativismo de Candeia e sua importância na história do samba e da consciência negra no Brasil.

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