Assédio ao Corpo Feminino: Uma Realidade Normalizada
A cultura do assédio ao corpo feminino é uma realidade que se apresenta de forma destemida e sem pudor em nossa sociedade. As mulheres são constantemente vigiadas e julgadas, seja na sala de aula, no trabalho, na rua ou em casa. Essa hipervigilância é brandamente chamada de “cuidado”, mas na verdade, é uma forma de controle e opressão.
Um episódio recente do Big Brother Brasil trouxe à tona a questão do assédio explícito e do abuso à vista de todos. No entanto, o que mais chamou a atenção foi a ausência de surpresa em relação a esse comportamento. O assédio já foi tão normalizado ao longo do tempo que se tornou parte da paisagem. Isso é alarmante e reflete a forma como a sociedade trata o corpo feminino como um objeto que pode ser acessado livremente.
Desde cedo, as mulheres aprendem a construir uma armadura para se proteger do assédio e da violência. Elas são ensinadas a ler olhares, antecipar gestos e desviar mãos. No entanto, ao longo dos anos, elas também são ensinadas a desaprender que o seu corpo lhes pertence. É apenas quando elas alcançam a maturidade que elas começam a entender que o seu corpo é livre e que elas não precisam pedir permissão para existir.
- As mulheres são constantemente julgadas e vigiadas, seja na sala de aula, no trabalho, na rua ou em casa.
- O assédio explícito e o abuso à vista de todos são normalizados e não causam surpresa.
- As mulheres são ensinadas a construir uma armadura para se proteger do assédio e da violência.
É importante que as mulheres sejam ensinadas a se valorizar e a se respeitar. Elas devem entender que o seu corpo é livre e que elas não precisam pedir permissão para existir. Além disso, é fundamental que a sociedade como um todo se torne consciente do assédio e da violência contra as mulheres e que sejam tomadas medidas para prevenir e combater esses comportamentos.
Como afirma a autora, “não se muda aquilo de que não se tem consciência”. É preciso que as pessoas se tornem conscientes do assédio e da violência contra as mulheres e que sejam tomadas medidas para prevenir e combater esses comportamentos. A busca por mudanças é individual, mas o impacto é coletivo.
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