As Mulheres Negras e o Poder no Brasil
Hoje, no Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, é importante refletir sobre a liderança e o papel das mulheres negras na sociedade brasileira. Elas estão presentes em todos os setores da economia, do empreendedorismo e do cuidado, mas ainda são invisíveis nos espaços de tomada de decisão.
De acordo com estudos recentes, as mulheres negras representam 17% do total de pessoas empreendedoras no Brasil, segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Além disso, cerca de 30% dos lares brasileiros são chefiados por mulheres negras, que acumulam o trabalho remunerado com as responsabilidades de cuidado, de acordo com o estudo “Mulheres negras acumulam funções e discriminações no trabalho” do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).
Barreiras e Desafios
No entanto, as mulheres negras enfrentam barreiras históricas e vieses que as impedem de alcançar posições de liderança. Elas têm menor exposição a projetos estratégicos e menos patrocínio executivo, o que resulta em um funil que se estreita a cada nível hierárquico. Além disso, elas são frequentemente avaliadas com base em características físicas e culturais, em vez de competência e resultados.
Essa ausência de mulheres negras em posições de liderança não apenas afeta elas mesmas, mas também a sociedade como um todo. A falta de diversidade e representatividade pode levar a uma perda de inovação e competitividade, como aponta o estudo da Gestão Kairós.
Conclusão
Portanto, é fundamental questionar se as organizações estão preparadas para compartilhar o poder com as mulheres negras. É preciso criar condições equitativas para que elas possam ocupar posições de decisão e poder, e não apenas reconhecer seu potencial, mas também valorizar sua contribuição.
- As mulheres negras representam 17% do total de pessoas empreendedoras no Brasil.
- Cerca de 30% dos lares brasileiros são chefiados por mulheres negras.
- As mulheres negras têm menor exposição a projetos estratégicos e menos patrocínio executivo.
É hora de reconhecer a força de trabalho das mulheres negras e dar-lhes a oportunidade de liderar e produzir impacto positivo na sociedade.
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