As Clones das Guerreiras do K-Pop: Um Fenômeno nos Teatros Brasileiros
O Brasil está vivendo uma invasão de “clones” das personagens do filme “Guerreiras do K-Pop”, uma animação da Sony que se tornou a mais vista da história da Netflix. Mais de 20 espetáculos diferentes foram identificados em cartaz entre o final de 2025 e o início de 2026, com premissas semelhantes e protagonistas com figurinos que copiam o visual e as coreografias do trio Rumi, Mira e Zoey.
Essa onda de musicais “genéricos” não é uma novidade no teatro infantil brasileiro, com fenômenos como “Frozen” e “Patrulha Canina” já gerando centenas de versões não licenciadas. No entanto, a quantidade de adaptações de K-Pop é surpreendente, e a demanda das crianças é imediata, o que leva produtoras locais a ocupar o vácuo deixado pela ausência de uma turnê oficial com a chancela da Netflix.
Como Funcionam as Montagens
Juridicamente, essas montagens costumam se enquadrar como paródias ou shows tributo, evitando o uso indevido de marca registrada. Os cartazes nunca citam Netflix ou Sony, e a maioria sequer menciona o nome oficial do filme. A trilha sonora entra na categoria de execução pública musical, com as casas de espetáculo pagando as taxas do Ecad, o que permite que as atrizes dublem ou cantem os hits do filme como se fosse um show cover.
Algumas das principais produções que ocupam teatros pelo Brasil incluem:
- Defensores do K-Pop (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná)
- Guerreiras Mágicas do K-Pop (Ceará, Rio Grande do Norte e Pará)
- Caçadoras do K-Pop (Minas Gerais)
- Jovens Guerreiras (Rio de Janeiro)
- Heroínas do K-Pop (São Paulo)
Essas produções oferecem uma variedade de estilos e abordagens, desde a dança e a música até a interação com o público e a reprodução de cenas do filme. Com a popularidade do filme e a demanda das crianças, é provável que essas montagens continuem a ser uma parte importante do teatro infantil brasileiro.
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