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Artemis II: especialista explica a nova corrida espacial e a exploração na Lua

Artemis II: A Nova Corrida Espacial e a Exploração na Lua

A missão Artemis II, lançada em 1º de abril de 2026, marcou o retorno da humanidade à órbita da Lua após mais de 40 anos. Essa missão não é apenas uma conquista científica, mas também reacende a disputa espacial entre as nações. De acordo com Ian Grosner, Procurador-Chefe da Agência Espacial Brasileira (AEB) e professor de Direito Espacial, o objetivo central das missões Artemis é diferente das missões Apollo: agora, a humanidade quer estabelecer uma presença permanente na Lua.

A Lua servirá como uma base intermediária para missões a Marte e, eventualmente, para uma presença humana permanente além da órbita terrestre. A Artemis II é considerada uma etapa preparatória dentro do programa NASA, com o primeiro pouso humano na era Artemis previsto para a missão Artemis IV, em 2028.

A Nova Corrida Espacial

A corrida espacial atual é liderada pelos Estados Unidos e pela China, com uma disputa que envolve fatores tecnológicos, científicos e geopolíticos. A China mantém uma postura discreta, mas avança em paralelo, com capacidades que ainda são desconhecidas. A parceria entre governos e empresas privadas, como a SpaceX e a Blue Origin, também desempenha um papel importante nessa corrida.

A cápsula Orion, que transporta os quatro tripulantes da Artemis II, foi desenvolvida com a participação da Agência Espacial Europeia (ESA), ilustrando o caráter colaborativo e estratégico dessas parcerias.

Recursos da Lua

Dois recursos da Lua concentram a atenção de governos e pesquisadores: a água e o hélio-3. A água pode ser usada para consumo em bases permanentes e para gerar hidrogênio, combustível para retorno à Terra e para missões mais distantes. O hélio-3 tem potencial para produzir energia em larga escala de forma limpa e é considerado um recurso valioso.

O Brasil também está presente nesse cenário, com a parceria entre a AEB e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para desenvolver o projeto Space Farm, voltado ao cultivo de alimentos na Lua.

Direito Espacial

Juridicamente, nenhum país pode se apropriar da Lua, de acordo com o Tratado do Espaço, ratificado por mais de 100 países. O Acordo Artemis, ao qual o Brasil aderiu em 2021, é um documento unilateral norte-americano que estabelece princípios gerais do direito espacial, mas não garante participação nas missões Artemis.

O Brasil está num “pelotão intermediário”, com capacidade técnica própria e produção de satélites, mas ainda depende de mais investimento orçamentário para avançar na participação efetiva nas próximas missões.

  • Missão Artemis II: lançada em 1º de abril de 2026, com o objetivo de estabelecer uma presença permanente na Lua.
  • Corrida espacial: liderada pelos Estados Unidos e pela China, com uma disputa que envolve fatores tecnológicos, científicos e geopolíticos.
  • Recursos da Lua: água e hélio-3 são considerados valiosos para a humanidade.

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