Ar-condicionado de 9.000 BTU com Energia Solar: Quantas Placas São Necessárias?
Operar um ar-condicionado apenas com energia solar é um projeto possível, mas exige planejamento técnico e cálculos cuidadosos. Considerando um uso diário de 12 horas, o sistema fotovoltaico precisa suprir o consumo durante o dia e garantir energia suficiente para o funcionamento noturno, via baterias ou injetando excedente na rede elétrica para usar créditos posteriormente.
Um ar-condicionado de 9.000 BTU/h tem capacidade de refrigeração de aproximadamente 2,64 kW térmicos, mas o consumo elétrico efetivo gira em torno de 1,0 kW. Funcionando por 12 horas diárias, o consumo total é de 12 kWh por dia.
Para estimar o número de placas solares necessárias, é necessário considerar a realidade de diferentes cidades brasileiras. As médias anuais aproximadas de horas-pico de sol (PSH) variam de acordo com a cidade e influenciam diretamente na quantidade de energia gerada.
- Fortaleza: 5,5 h/dia
- Brasília: 5,0 h/dia
- Manaus: 4,5 h/dia
- São Paulo: 4,0 h/dia
- Curitiba: 3,5 h/dia
Com base nesses dados, o sistema ideal para atender o consumo total de um ar-condicionado de 9.000 BTU varia de acordo com a cidade. Em Fortaleza, por exemplo, o sistema ideal teria potência aproximada de 3,2 kWp, equivalente a cerca de 8 painéis de 400 Wp. Já em Curitiba, com menor radiação, demandaria 5,0 kWp, ou cerca de 13 painéis.
Além disso, é necessário considerar a capacidade das baterias e do inversor. Para armazenar a energia necessária para o uso noturno de seis horas, o sistema precisa garantir cerca de 6 kWh úteis por noite. A bateria deve ter capacidade bruta de aproximadamente 9 kWh, e o inversor solar híbrido precisa suportar uma carga contínua de ao menos 1,5 kW.
Embora tecnicamente viável, operar um ar-condicionado de 9.000 BTU de forma totalmente independente da rede elétrica requer um investimento considerável. No entanto, é mais interessante pensar no consumo total da casa e não apenas de um aparelho para fazer o dimensionamento.
Modelos inverter e com eficiência energética A reduzem significativamente o consumo, diminuindo também o número de placas necessárias. Além disso, o desempenho do sistema depende de fatores como orientação e inclinação dos painéis, sombreamento, manutenção e até mesmo o tipo de equipamento utilizado.
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