bukib
0 bukibs
Columbus, Ohio
Hora local: 22:43
Temperatura: 18.2°C
Probabilidade de chuva: 0%

Alguns cães podem desenvolver uma relação quase “viciante” com brinquedos favoritos, aponta estudo

Estudo Revela que Alguns Cães Podem Desenvolver Relação “Viciante” com Brinquedos Favoritos

Quem convive com um cachorro provavelmente já percebeu que alguns animais fazem de tudo para recuperar uma bolinha ou carregar um brinquedo favorito para todos os cantos da casa. Um novo estudo sugere que, em alguns casos, esse comportamento pode ir além de uma simples preferência.

Pesquisadores identificaram que alguns cães apresentam padrões de comportamento semelhantes aos observados em vícios comportamentais, demonstrando uma fixação intensa por determinados brinquedos. Os resultados foram publicados na revista Royal Society Open Science.

Método de Estudo

Para chegar à conclusão, cientistas analisaram as respostas de tutores de quase 1.700 cães de 33 países. Os participantes avaliaram o comportamento dos animais diante de afirmações como “meu cachorro é viciado em bolas” e “quando é impedido de brincar, meu cachorro fica estressado e agitado”.

O objetivo era investigar se os cães apresentavam características comparáveis às observadas em comportamentos compulsivos humanos, como aumento da motivação pela recompensa, dificuldade em interromper a atividade e sinais de frustração quando o objeto era retirado.

Resultados

Os animais que obtiveram as maiores pontuações demonstraram uma concentração intensa em seus brinquedos favoritos. Em alguns casos, eles chegavam a priorizar a brincadeira em vez de comer, descansar ou interagir com os próprios tutores.

  • Cães do grupo dos pastores apresentaram os maiores índices desses comportamentos, seguidos pelos terriers e pelos retrievers.
  • Segundo os autores, isso pode estar relacionado às características comportamentais selecionadas ao longo da domesticação para funções como pastoreio, caça e trabalho, que exigem elevada motivação e persistência diante de uma tarefa.

Os resultados também podem ajudar tutores e veterinários a diferenciar uma brincadeira saudável de um comportamento excessivamente repetitivo, que eventualmente exija estratégias para estimular outras formas de enriquecimento ambiental.

Este conteúdo pode conter links de compra.

Fonte: link