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‘Algo Horrível Vai Acontecer’: por que prazer de esperar pelo pior e medo do desconhecido fascinam

Por que o prazer de esperar pelo pior e o medo do desconhecido fascinam

A minissérie “Algo Horrível Vai Acontecer” conquistou o público brasileiro e já está entre as mais assistidas da Netflix no país. O sucesso da série pode ser explicado pelo seu nome, que desde o início nos leva a crer que algo terrível vai acontecer, mas não sabemos quando ou como.

A série acompanha a protagonista Rachel, que vai à casa dos sogros para a cerimônia de casamento e começa a perceber que algo está errado. A trama balanceia a tensão e a expectativa pelo que vai acontecer, com pequenas “pistas” do que pode ser. Isso é feito através de técnicas de suspense, como a manipulação da tensão e a exploração do medo do desconhecido.

O terror está na expectativa

Como disse o famoso diretor Hitchcock, “Não há terror no estrondo, apenas na antecipação dele”. Em vez de apostar nos sustos, o diretor preferia manipular a tensão e explorar o medo do desconhecido, mantendo o espectador em constante estado de alerta. O medo é uma coisa muito pessoal, e quando o “monstro” do terror é finalmente revelado, talvez não seja tão assustador. Mas enquanto o espectador tem que imaginar do que se trata, sua cabeça acaba preenchendo as lacunas com os seus próprios pesadelos.

Um exemplo clássico é o filme “A Bruxa de Blair”, que nunca revela o que está acontecendo, tornando-o um dos filmes de terror mais aclamados de todos os tempos. A espera cria uma ansiedade superior à cena da violência em si, e é isso que torna a série “Algo Horrível Vai Acontecer” tão assustadora.

Como a tensão é construída

A série usa várias táticas típicas de terror para “esticar” a tensão e brincar com as emoções do público. Algumas dessas táticas incluem:

  • Colocar o público como “voyeur”, com movimentos de câmera que emulam o olhar de uma pessoa;
  • Misturar o nojento e o inexplicável, com cenas de sangue, corpos de animais e vísceras;
  • Esconder e revelar, com pistas falsas e verdadeiras que criam um clima de mistério;
  • Alongar a calma e o silêncio, com cenas mais longas que deixam o espectador ansioso.

Essas táticas são “batidas”, mas funcionam porque o terror é um estilo que não precisa inovar muito no formato. Ao longo do tempo, os filmes e séries mudam na temática, mas as táticas para criar suspense são as mesmas.

A série “Algo Horrível Vai Acontecer” é mais uma prova de que essas táticas seguem funcionando, e que o prazer de esperar pelo pior e o medo do desconhecido continuam a fascinar o público.

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