Adeus, Mac Pro: Relembrando as 4 Eras do Desktop Mais Icônico da Apple
O Mac Pro, o desktop mais icônico da Apple, chegou ao fim de sua jornada de 20 anos de forma discreta, sem grandes celebrações ou anúncios emocionais. A Apple confirmou que não produzirá novos modelos do Mac Pro e retirou a máquina de seu site oficial, encerrando uma linhagem que surgiu em 2006.
A trajetória do Mac Pro pode ser dividida em quatro eras distintas, cada uma refletindo a estratégia e a filosofia da Apple naquele momento. A primeira era, iniciada em 2006, foi marcada por uma torre robusta de alumínio escovado com alças integradas e um painel frontal perfurado, que simbolizava a seriedade e a ousadia da marca.
- Era 1: A Torre de Alumínio – Caracterizada por uma facilidade de expansão sem precedentes, permitindo upgrades simples de memória RAM, múltiplos HDDs em baias deslizantes e a troca de placas de vídeo PCIe sem grandes complicações.
- Era 2: Cilindro de 2013 – Uma tentativa ousada de reinventar o conceito de workstation, com um design futurista e compacto, mas que acabou sendo divisiva devido à falta de flexibilidade e problemas térmicos.
- Era 3: “Ralador de Queijo” em 2019 – Um retorno ao formato de torre, com uma grade frontal agressiva e modularidade, capaz de abrigar placas PCIe gigantescas e módulos de expansão específicos.
- Era 4: Mac Pro com Chip Apple – A fase final, que chegou em 2023 com o chip M2 Ultra, marcada por uma integração total da arquitetura ARM, mas que tirou o sentido prático da máquina para muitos entusiastas devido à impossibilidade de trocar a GPU ou expandir a memória.
O fim do Mac Pro não é apenas o fim de um computador caro da Apple, mas a conclusão de uma forma de ver computadores. A Apple agora segue um caminho diferente, onde a otimização de software e hardware é tão profunda que a modularidade se tornou um obstáculo em vez de uma vantagem. O Mac Studio assume o posto de desktop profissional de referência da marca, representando o que a Apple é hoje: compacta, potente, mas completamente fechada a modificações por parte do usuário, uma tendência seguida também por notebooks premium com Windows.
O legado do Mac Pro como ícone do design e da engenharia permanecerá guardado na história do hardware, mas seu adeus marca o fim de uma era em que a liberdade de expansão e a personalização eram valorizadas acima de tudo.
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