Adam Sandler completa 59 anos nesta terça-feira (9) como um dos comediantes mais populares do cinema. Há décadas, ele é referência em filmes de humor, mas continua enfrentando resistência da crítica especializada. Enquanto o público abraça suas produções, os especialistas não perdoam e mantêm avaliações duras sobre sua carreira.
No Rotten Tomatoes, site que reúne resenhas de críticos, a trajetória do astro nas comédias não é nada positiva. Como protagonista, ele conseguiu superar a marca de 50% de aprovação apenas três vezes: com Um Maluco no Golfe (1996), sua continuação lançada em 2025 e Tá Rindo do Quê? (2009). O restante das produções acumula números bem abaixo do esperado.
Gente Grande (2010) e sua continuação, por exemplo, não passam de 20% no agregador de críticas. Nem mesmo a parceria com Jennifer Aniston em Esposa de Mentirinha (2011) escapou do massacre: o longa atingiu apenas 19% de aprovação, consolidando a má fama de Adam Sandler entre os especialistas.
Adam Sandler é referência no cinema
O cenário muda quando o ator aposta no drama. Nessa vertente, Adam Sandler tem conseguido reconhecimento e notas mais altas. Embriagado de Amor (2002) garantiu 79% no Rotten Tomatoes, enquanto trabalhos recentes como Os Meyerowitz: Família Não Se Escolhe (2017), Joias Brutas (2019) e Arremessando Alto (2022) ultrapassaram os 90% de aprovação.
A diferença de recepção escancara a marca registrada de suas comédias. As tramas leves, com ritmo de “Sessão da Tarde”, são feitas para entreter sem exigir grandes reflexões sociais. Essa fórmula agrada a milhões de fãs, mas pesa contra o ator na visão dos críticos, que buscam produções mais complexas e inovadoras.
Ainda assim, Adam Sandler permanece em evidência. Seus filmes podem não conquistar a elite da crítica, mas seguem sendo sucessos de audiência e viram clássicos para o público. Essa conexão com quem consome o mantém relevante, mesmo quando suas obras são rotuladas como medíocres por especialistas.
Entre fracassos e consagrações, Adam Sandler segue com uma carreira marcada pela contradição: rejeitado pelos críticos, mas amado pelo público. E, ao completar 59 anos, ele prova que seu nome já está consolidado como um dos mais influentes do cinema contemporâneo.
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