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Achado em Alagoas, peixe fóssil de 125 milhões de anos é de nova espécie e gênero

Descoberta de Peixe Fóssil em Alagoas

Um grupo de pesquisadores brasileiros fez uma descoberta significativa ao identificar um novo gênero e espécie de peixe, agora extinto, que viveu há cerca de 125 milhões de anos. O Gondwanacanthus decollatus foi encontrado na região do atual Estado de Alagoas e é considerado um achado importante para a compreensão da evolução dos peixes espinhosos.

A espécie foi descoberta em meio às peças de uma coleção de fósseis e apresenta características anatômicas semelhantes às de várias espécies modernas de peixes dotadas de espinhos nas nadadeiras, como o bacalhau e a corvina. A descoberta sugere que os peixes espinhosos têm uma origem mais antiga do que se pensava anteriormente.

Características do Gondwanacanthus decollatus

O Gondwanacanthus decollatus pertence ao grupo Acanthomorpha, que inclui mais de 18.000 espécies de peixes. A espécie apresenta espinhos verdadeiros e não segmentados nas nadadeiras dorsal e pélvica, além de uma posição torácica das nadadeiras pélvicas. Essas características são típicas do grupo Acanthomorpha e aproximam a espécie descoberta de outros membros do grupo.

A espécie foi batizada de Gondwanacanthus decollatus, com o nome sendo uma mistura de “Gondwana”, referente ao supercontinente antigo, “acanthus”, que significa espinho, e “decollatus”, que significa decapitado, devido ao fato de o fóssil principal não ter a cabeça.

Importância da Descoberta

A descoberta do Gondwanacanthus decollatus é importante porque preenche uma lacuna no registro fóssil e sugere que os peixes espinhosos já existiam no Cretáceo Inferior, cerca de 20 a 25 milhões de anos antes do que se pensava anteriormente. Além disso, a descoberta reforça a importância das bacias sedimentares brasileiras, como a de Sergipe-Alagoas, como locais-chave para entender a evolução da biodiversidade global durante a separação dos continentes.

  • A descoberta do Gondwanacanthus decollatus é um exemplo de como a paleontologia pode contribuir para a compreensão da evolução da vida na Terra.
  • A espécie é considerada um parente distante e antigo da imensa diversidade de peixes espinhosos que existem nos oceanos hoje.
  • A pesquisa foi liderada por Alexandre Cunha Ribeiro, da Universidade Federal do Mato Grosso, e contou com a participação de outros pesquisadores brasileiros.

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