Abre hoje feira de arte em Goiânia concentrada em artistas do Centro-Oeste
A FARGO, feira de arte que acontece em Goiânia, abre hoje, quarta-feira (13), com uma edição especial que valoriza a arte local e regional. Com uma regra não escrita que orienta as galerias participantes a incluir artistas goianos ou da região Centro-Oeste, a feira busca reforçar a potência da arte local e regional.
Essa edição é histórica, pois marca a maior expansão da feira desde seu nascimento em 2017. Com 50 estandes ocupando o Museu de Arte Contemporânea de Goiás, o Centro Cultural Oscar Niemeyer e as galerias D.J. Oliveira e Cleber Gouvêa, a expectativa é superar 30 mil visitantes em cinco dias. Isso representa um aumento significativo em relação à edição anterior, que registrou público de aproximadamente 20 mil pessoas.
Interesse curatorial e diversidade
O interesse curatorial da edição tem por referência o Cerrado, tratado como símbolo de diversidade, resistência e regeneração. Essa abordagem reflete a importância da região e da sua cultura, e como a feira ajudou a construir um ecossistema artístico local ao longo da última década.
Alguns exemplos disso incluem:
- O Sertão Negro, um projeto que busca valorizar a cultura e a arte da região;
- A chegada do projeto Serrado ao estado, que busca promover a arte e a cultura regional;
- Um recorte da Bienal de São Paulo realizado em Goiânia, que busca trazer a arte contemporânea brasileira para a região.
Essas iniciativas demonstram como a FARGO está contribuindo para fortalecer a cena local e regional, e como Goiânia está se tornando um destino estratégico para quem busca descobrir novos artistas e acompanhar a produção contemporânea brasileira.
A feira também está pressionando o circuito nacional da arte, historicamente concentrado no eixo Rio-São Paulo, a reconhecer a importância da arte regional e a identidade própria das iniciativas locais.
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