A História por trás da Estátua Submersa no Pacífico
A escultura “A Sereia de Salomão”, criada pelo artista britânico Jason deCaires Taylor, foi instalada nas Ilhas Salomão, na Oceania, para chamar atenção para um dos impactos mais visíveis das mudanças climáticas: o desaparecimento de territórios costeiros.
A obra foi colocada no local onde ficava a Ilha Kale, que foi submersa em 2016 após a elevação do nível do mar. A escultura retrata a ativista climática Gladys Habu Bartlett, que perdeu sua terra ancestral, a Ilha Kale, devido à elevação do nível do mar.
A peça é uma representação simbólica da relação em transformação entre a terra e o mar. Ela foi construída com uma estrutura de aço inoxidável de grau marítimo, revestida com cimento de pH neutro e biochar, um material rico em carbono obtido a partir da biomassa.
A História da Ilha Kale
A Ilha Kale foi completamente inundada durante uma maré alta em 2016, obrigando a família de Gladys Habu Bartlett a deixar a ilha e se mudar para uma das ilhas principais do arquipélago. A escultura foi apresentada ao público em uma cerimônia com proprietários de terras de Kale, membros da comunidade da província de Isabel, o artista Jason deCaires Taylor e o ex-primeiro-ministro Jeremiah Manele.
A escultura integra a série “Sirenes”, criada por Taylor para chamar atenção aos efeitos da crise climática e da degradação ambiental nos oceanos, incluindo o aquecimento das águas, a poluição por esgoto e a contaminação por microplásticos.
- 2006: as marés começaram a inundar a Ilha Kale
- 2016: a ilha foi completamente submersa
- 2026: marca de dez anos após o desaparecimento da ilha
- 2036 e 2046: datas projetadas que indicam a continuidade do avanço do oceano
A escultura é uma lembrança da importância de proteger o meio ambiente e de tomar medidas para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. Ela também é um tributo à memória da Ilha Kale e à comunidade que a habitava.
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