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No universo wellness, as roupas inteligentes são o novo skincare?

O Universo do Wellness: Roupas Inteligentes como Novo Skincare?

O conceito de bem-estar tem evoluído significativamente nos últimos anos, passando de simples cremes e óleos essenciais para uma abordagem mais holística, que inclui roupas inteligentes capazes de cuidar do corpo enquanto nos movemos. Essa tendência é conhecida como wearcare ou beautytech wear, e está revolucionando a indústria têxtil.

Empresas como a Gräffenberg, Qlotho e Coperni estão à frente dessa tendência, criando roupas funcionais que prometem benefícios como anti-idade, firmeza, propriedades anti-inflamatórias e regeneração da barreira cutânea. A Coperni, por exemplo, lançou recentemente a linha C+ com peças esportivas feitas com tecido bioativo, infundido com prebióticos e probióticos.

Como Funciona o Wearcare?

Por trás de cada função dessas roupas inteligentes, há um exército de pesquisadores e cientistas buscando combinações revolucionárias que levem a vestimenta a outro patamar. Isso inclui o desenvolvimento de fibras que unem cobre catalisado, coenzima Q10 e cânhamo, tecidos elaborados com algas e eucalipto, e composições inovadoras infundidas com prebióticos e probióticos.

No Brasil, marcas como a Track & Field e a Insider também estão investindo nessa tendência. A Track & Field, por exemplo, está refinando o básico, investindo em tecnologias silenciosas como redução de atrito, toque e respirabilidade. Já a Insider criou a tecnologia InSculpt, que combina bioativos do café com minerais incorporados aos fios, liberando ativos conforme a fricção natural com o corpo.

O Futuro das Roupas Esportivas

O que estamos vendo é uma espécie de skincare em movimento, roupas que não ficam passivas na pele, mas atuam ativamente nela. Isso é guiado por marcas como Under Armour, Alo Yoga e Lululemon, que exploram fibras inteligentes, minerais reativos ou tecidos com propriedades terapêuticas. O futuro das roupas esportivas é cada vez mais sensorial, funcional e biotecnológico.

Com o wellness ganhando status de luxo e os ambientes de bem-estar se tornando extensão da casa, o futuro das roupas esportivas só poderia ser esse mesmo: cada vez mais sensorial, funcional e, sobretudo, biotecnológico. A moda, agora, não é se vestir para fazer um ritual de cuidado, mas vestir o autocuidado.

  • Roupas inteligentes capazes de cuidar do corpo enquanto nos movemos.
  • Tecnologias silenciosas como redução de atrito, toque e respirabilidade.
  • Composições inovadoras infundidas com prebióticos e probióticos.

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O bem-estar já esteve em potinhos, com cremes, loções e óleos essenciais. Nos aplicativos, de meditação guiada à playlist relaxante. Até no ritual noturno, com banhos e sons que induzem ao sono. Agora, ele está no armário. Pelo que temos acompanhado do mercado, o wellness deixou de ser apenas algo que fazemos para ser algo que vivemos e vestimos.
Nos últimos anos, a evolução da indústria têxtil tem sido tão vertiginosa quanto a revolução do skincare. Se antes o auge da tecnologia esportiva era uma peça que secava rápido, evitava o suor ou protegia do sol, agora entramos em um território completamente novo: o do wearcare (ou beautytech wear), roupas funcionais, capazes de cuidar do corpo enquanto a gente se move.

De marcas nichadas, como a alemã Gräffenberg, com sua linha Ernst que traz a tecnologia infused with skincare properties, e a canadense Qlotho, que prega “pele em primeiro lugar”, até a hypada francesa Coperni, que lançou recentemente a linha C+ com peças esportivas feitas com tecido bioativo, a roupa virou ferramenta de autocuidado. As promessas vão de benefício anti-idade e ajuda na firmeza, até propriedades anti-inflamatórias e regeneração da barreira cutânea.
Coperni apresenta coleção C+ com composição inovadora infundida com prebióticos e probióticos
Divulgação
Por traz de cada função, um verdadeiro exército de pesquisadores e cientistas buscando combinações revolucionárias que levem a vestimenta a outro patamar, desenvolvendo peças que interajam com o corpo. Fibras que unem cobre catalisado, coenzima Q10 e cânhamo. Tecido elaborado com algas e eucalipto. Composição inovadora infundida com prebióticos e probióticos. Estamos, definitivamente, na era do wellness tecnológico.
No Brasil, assim como lá fora, beleza e tecnologia viraram uma coisa só — e isso tem transformado tanto o athleisure, quanto a própria experiência de vestir. A Track & Field, que sempre habitou esse território do bem-estar invisível, passou a refinar o básico (proteção UV e dry fit), investindo ainda mais nas tecnologias silenciosas, como explica Gabriela Lopes, gerente de Sportswear da marca: “Estamos constantemente estudando a relação pele versus tecido e entendendo como criar uma experiência do vestir mais elevada. Focamos naquilo que realmente afeta a pele: redução de atrito, toque, respirabilidade, microdetalhes”.
Track & Field aposta nas tecnologias de redução de atrito, respirabilidade e toque
Foto: Divulgação
A Insider, por sua vez, acaba de dar um salto levando a conversa para o território do beautytech têxtil. A marca trabalhou seis meses para criar a tecnologia InSculpt, que combina bioativos do café com minerais incorporados aos fios, liberando ativos conforme a fricção natural com corpo e convertendo calor em infravermelho longo, estimulando a microcirculação e melhorando a oxigenação da pele. As peças prometem reduzir sinais de celulite e melhorar textura e firmeza. A tecnologia do infravermelho foi adotada, também, pela PHŌS, que entrou para o segmento de activewear com tecidos inteligentes, como o I-Red, e apostando em cortes inspirados na alfaiataria.
Insider criar a tecnologia InSculpt, que combina bioativos para estimular a microcirculação
Foto: Divulgação
O que estamos vendo é uma espécie de skincare em movimento, roupas que não ficam passivas na pele, mas atuam ativamente nela. É esse mesmo raciocínio que tem guiado marcas como Under Armour, Alo Yoga e Lululemon, cada uma explorando fibras inteligentes, minerais reativos ou tecidos com propriedades terapêuticas — tudo em busca desse híbrido entre performance, estética e bem-estar.
Com o wellness ganhando status de luxo e os ambientes de bem-estar se tornando extensão da casa, o futuro das roupas esportivas só poderia ser esse mesmo: cada vez mais sensorial, funcional e, sobretudo, biotecnológico. A moda, agora, não é se vestir para fazer um ritual de cuidado. É vestir o autocuidado.
Alo Yoga traz materiais de respirabilidade inteligente
Foto: Divulgação