Falha na Cloudfare: relembre outros apagões que paralisaram o mundo
Uma instabilidade no serviço de distribuição de conteúdo em nuvem Cloudfare na manhã desta terça-feira (18) deixou uma série de serviços fora do ar, desde a rede social X (antigo Twitter) ao chatbot ChatGPT. Esse apagão acontece poucas semanas após uma falha global no serviço em nuvem Microsoft Azure e uma pane crítica no sistema da Amazon Web Services (AWS), acendendo um alerta para o perigo da dependência excessiva e centralização da infraestrutura da web em poucos provedores-chave.
Nas próximas linhas, relembramos os grandes apagões que tiraram do ar alguns dos maiores sites e aplicativos do mundo nos últimos meses. Recobre os casos, entenda por que episódios do tipo têm acontecido com cada vez mais frequência e saiba o que os especialistas sugerem para reduzir a dependência dos serviços em nuvem.
Incidentes recentes
- O incidente na CrowdStrike que paralisou o mundo: Em 19 de julho de 2024, uma falha em um dos sistemas de segurança da empresa norte-americana CrowdStrike causou um dos apagões mais notórios do ano, paralisando uma série de sistemas críticos ao redor do mundo.
- Apagão na AWS derruba mais de 500 aplicativos: Recentemente, em 20 de outubro, a Amazon Web Services (AWS), maior provedora de infraestrutura em nuvem do mundo, enfrentou uma pane crítica que afetou mais de 500 serviços online globalmente.
- Falha na Azure afeta serviços corporativos: Poucos dias após o incidente da AWS, em 29 de outubro, a rival Microsoft Azure também sofreu uma falha global.
Esses incidentes não são coincidência, mas sim um sinal da arquitetura atual da internet. Para o estrategista de inovação e CEO da FWK Innovation Design, Eduardo Freire, o problema reside na concentração. “Poucos provedores dominam o mercado de CDN, DNS, WAF e roteamento global. Uma simples mudança interna em um desses gigantes pode propagar falhas de forma ampla,” afirma Freire.
Como reduzir a dependência da nuvem e o risco de apagões?
As empresas usam a nuvem por motivos claros de segurança, latência e custo. No entanto, isso não significa que seja impossível reduzir a dependência desses grandes provedores. Para os especialistas ouvidos, uma solução seria a estratégia “multi-cloud”, que basicamente significa não colocar “todos os dados na mesma cesta”.
Além disso, é fundamental que as empresas desenhem planos de contingência e adotem múltiplos servidores para garantir a disponibilidade do serviço.
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