China Acusa EUA de Roubo de Bitcoin
O Centro de Resposta Nacional de Emergência de Vírus de Computador da China (CVERC) acusou os Estados Unidos de roubar 127.272 bitcoins, equivalentes a aproximadamente R$ 69 bilhões, em um ataque hacker ocorrido em dezembro de 2020. O ataque teria sido direcionado à instituição LuBian, uma das maiores mineradoras de criptomoeda do mundo.
De acordo com o site Nikkei Asia, o CVERC detalhou o ciberataque em sua conta no WeChat, destacando que a quantia subtraída combina com os valores confiscados pelo Departamento de Justiça dos EUA de Chen Zhi, acusado de liderar centros de golpe no Camboja. Outros países, como Cingapura, Hong Kong e Taiwan, também agiram contra a empresa, congelando ativos e prendendo envolvidos.
Operação Legítima ou Violação Internacional?
A questão em torno da legalidade da operação é complexa devido à falta de jurisdição clara sobre bitcoins e criptomoedas. O governo chinês afirma que a atividade não é típica de hackers visando lucro, mas sim de operações precisas orquestradas por uma organização hacker nacional.
O confisco é o maior da história, superando os US$ 6,7 bilhões confiscados pelo Reino Unido da “Rainha dos Bitcoins”, que lavou dinheiro roubado de mais de 100.000 vítimas na China. LuBian, embora não possua registros de posse públicos, já foi o maior minerador de bitcoins do planeta, controlando cerca de 6% dos hashes globais.
Desafios na Administração de Ativos Digitais
A situação destaca a complexidade na administração de ativos digitais. Se o valor confiscado pelos EUA fosse em moeda corrente, a operação teria de ser coordenada com o país de origem para armazenar e transferir o dinheiro. No entanto, como o bitcoin e as criptomoedas não possuem jurisdição específica, atividades ocultas podem ser realizadas com pouca ou nenhuma transparência.
Essa falta de transparência e a ausência de regulamentações claras sobre criptomoedas tornam desafiadora a resolução de disputas internacionais envolvendo esses ativos. A trégua comercial recente entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping adiciona complexidade à situação, tornando difícil entender por que a China resolveu liberar o comunicado agora.
- O caso envolve a acusação de roubo de uma grande quantia em bitcoin.
- A operação é questionada em termos de legalidade devido à falta de jurisdição clara sobre criptomoedas.
- A situação destaca a complexidade na administração de ativos digitais e a necessidade de regulamentações mais claras.
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