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Ataque hacker desvia R$ 26 milhões; entenda caso contra fintech brasileira

O sistema financeiro nacional foi novamente alvo de um ataque hacker, dessa vez a vítima foi a fintech FictorPay, que teve um prejuízo de pelo menos R$ 26 milhões no último domingo (19). A empresa foi fundada em 2007 e atua nos setores de indústria alimentícia, serviços financeiros e infraestrutura.

O golpe explorou uma falha em um aplicativo terceirizado contratado pela empresa, permitindo que os criminosos realizassem aproximadamente 280 transações via Pix, distribuídas em cerca de 270 contas laranja espalhadas por diversos bancos e fintechs.

Como funcionam os ataques hackers contra fintechs

Os criminosos têm explorado vulnerabilidades nos sistemas de integração entre fintechs e a infraestrutura bancária, utilizando:

  • Credenciais legítimas roubadas ou comprometidas
  • Falhas em prestadores de serviços de tecnologia (PSTI)
  • Brechas no Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB)
  • Fraudes via TED e tentativas pelo Pix

Esses ataques têm causado prejuízos significativos para as fintechs brasileiras, com um total de R$ 1,74 bilhão em desvios identificados desde julho de 2024.

Novas regras do Banco Central

Em resposta à escalada de crimes cibernéticos, o Banco Central do Brasil anunciou um pacote abrangente de medidas de segurança, incluindo:

  • Limites de Transação: valor máximo de R$ 15 mil para transferências via TED e Pix
  • Autorização Obrigatória: nenhuma instituição de pagamento pode iniciar operações sem aprovação prévia do BC
  • Monitoramento intensificado de operações suspeitas

Essas medidas visam fortalecer a segurança do Sistema Financeiro Nacional e proteger as fintechs contra ataques hackers.

Além disso, especialistas em Direito Digital, como o Dr. Daniell Roriz, alertam que investimentos significativos em infraestrutura de cibersegurança ainda são necessários para as fintechs, incluindo a adoção de protocolos de segurança robustos, como a autenticação em dois fatores e o uso de operações criptografadas.

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