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Estudo controverso que ligava perda de peso à consumo de vinagre é removido

Estudo controverso sobre perda de peso e consumo de vinagre é removido

Um estudo que gerou grande repercussão ao afirmar que o consumo diário de vinagre de maçã poderia levar a uma perda de peso significativa foi oficialmente removido pelo periódico BMJ Nutrition, Prevention & Health. A decisão foi anunciada após uma investigação conduzida pela editora BMJ Group, que concluiu que os resultados divulgados pelos autores não se sustentavam.

O artigo, publicado em janeiro do ano passado, descrevia um ensaio clínico com 120 participantes com sobrepeso e obesidade, que ingeriram pequenas quantidades de vinagre de maçã diluído em água durante três meses. No entanto, a pesquisa despertou desconfiança da comunidade acadêmica, que questionou a ausência de registro público do ensaio clínico e as análises estatísticas utilizadas pelos autores.

Críticas da comunidade científica

Entre os principais pontos levantados por especialistas estavam:

  • A ausência de registro público do ensaio clínico, considerado essencial para garantir transparência em projetos desse porte.
  • As análises estatísticas utilizadas pelos autores, que poderiam ter superestimado os efeitos do vinagre.
  • A comparação dos resultados com os de medicamentos agonistas de GLP-1, como o semaglutida, que soava implausível e carecia de comprovação.

Os críticos argumentaram que, se confirmado, o estudo representaria uma revolução na saúde pública e na economia da obesidade, mas que a afirmação carecia de base e era implausível.

Conclusão

Apesar de sua fama em dietas e perfis de influenciadores digitais, não há evidências científicas sólidas de que o vinagre de maçã tenha efeito significativo sobre a perda de peso. A retratação do estudo é vista como um sinal de falha, mas também como parte do processo de pesquisa. Os especialistas recomendam sempre verificar a credibilidade do periódico, as credenciais dos autores, o registro público do ensaio clínico, a existência de estudos semelhantes e a plausibilidade biológica para avaliar a credibilidade de descobertas científicas.

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