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O Novo Desperdício Corporativo: Infraestrutura Mal Governada

O conceito de desperdício nas empresas tem mudado ao longo do tempo. Anteriormente, era comum associá-lo a espaços físicos subutilizados, processos burocráticos e estruturas administrativas infladas. No entanto, com a transformação digital, o principal centro de perdas das empresas modernas está ligado à tecnologia, especificamente à infraestrutura de cloud computing.

A adoção de tecnologias em nuvem foi rápida, mas a gestão sobre essa infraestrutura não acompanhou o mesmo ritmo. Muitas empresas migraram para a nuvem acreditando que a elasticidade significava eficiência automática, mas descobriram que seus workloads não demandam infraestrutura de forma tão elástica quanto imaginavam. Isso resulta em desperdício em escala.

De acordo com o relatório FinOps in Focus 2025, da Harness, as empresas devem desperdiçar US$ 44,5 bilhões em infraestrutura cloud ao longo de 2025 por falhas de governança, baixa integração entre engenharia e finanças e ausência de visibilidade operacional. Além disso, 52% dos líderes de engenharia afirmam que a desconexão entre áreas técnicas e financeiras gera desperdício direto nos ambientes de nuvem.

  • Desperdício de recursos: ambientes criados para testes permanecem ativos indefinidamente, máquinas virtuais seguem provisionadas acima da necessidade real, bancos de dados continuam consumindo recursos após projetos encerrados.
  • Falta de governança: recursos sem monitoramento afetam diretamente a eficiência, a previsibilidade e a margem do negócio.
  • Importância da visibilidade: menos da metade das organizações possui visibilidade em tempo real sobre recursos ociosos, workloads superdimensionados e ambientes sem utilização efetiva.

Para resolver esses problemas, é necessário adotar um modelo de governança mais integrado, baseado em uma lógica operacional orientada por responsabilidade contínua. Isso envolve monitoramento em tempo real, automação para desligamento de recursos ociosos, definição clara de ownership, políticas de provisionamento, rastreabilidade de consumo e integração efetiva entre as áreas de negócio e tecnologia.

A implementação de FinOps (Financial Operations) é fundamental para alcançar a eficiência operacional sustentável. O relatório State of FinOps 2025, da FinOps Foundation, mostra que a implementação de governança e políticas em escala é a prioridade superior para as organizações.

Em resumo, o novo desperdício corporativo está escondido em dashboards ignorados, ambientes esquecidos, recursos sem dono e operações digitais que cresceram sem governança proporcional. É fundamental que as organizações adotem um modelo de governança mais integrado e eficaz para evitar o desperdício e garantir a sustentabilidade operacional.

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