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Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais alerta para prevenção

O Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, celebrado em 28 de julho, é o ponto alto da campanha nacional Julho Amarelo, destinada a promover a conscientização da população sobre a prevenção, diagnóstico e tratamento dessas doenças. As hepatites virais causam uma inflamação aguda ou crônica do fígado e são classificadas pelo tipo de vírus: A, B, C, D (Delta) e E.

No Brasil, as hepatites mais encontradas são as causadas pelos vírus A, B e C. A doença, na maioria das vezes, avança sem demonstrar sintomas por longos períodos, e os sintomas são confundidos com problemas comuns do dia a dia, como fadiga, mal-estar geral e perda de apetite. Somente em fases mais avançadas, podem surgir sinais como pele e olhos amarelados, urina escura, fezes claras, dor abdominal e coceira.

Prevenção e tratamento

A prevenção é fundamental para evitar a transmissão das hepatites virais. A imunização varia de acordo com o tipo do vírus, e a vacinação contra hepatite B é recomendada para todas as pessoas, especialmente profissionais de saúde, pessoas com múltiplos parceiros sexuais, pessoas que convivem com o HIV, renais crônicos e imunodeprimidos. A vacina da hepatite A está indicada em crianças, homens que fazem sexo com homens e viajantes para áreas endêmicas.

Além disso, é importante evitar o compartilhamento de itens pessoais e perfurocortantes e fazer uso contínuo de preservativos, especialmente para proteção sexual contra hepatite B. A testagem para a detecção precoce das infecções virais também é fundamental, e toda pessoa deve ser testada pelo menos uma vez para as hepatites B e C, especialmente as pessoas acima dos 40 anos.

Desafios e incidência no Brasil

A Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) cita alguns dos principais gargalos no acesso ao tratamento, como a baixa cobertura vacinal, a taxa baixa de diagnóstico, o acesso limitado a exames, a demora no encaminhamento de pacientes diagnosticados para um médico especialista, a distância dos centros de referência no tratamento das hepatites virais, as desigualdades regionais entre estados e municípios, e o abandono de atendimento.

Segundo o Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2025 do Ministério da Saúde, o Brasil confirmou 826.292 casos entre 2000 e 2024. Destes, a hepatite C respondeu por 41,5% das notificações nacionais, seguida pela hepatite B (36,6%) e pela hepatite A (21,2%).

  • A hepatite C: 41,5% das notificações nacionais
  • A hepatite B: 36,6% das notificações nacionais
  • A hepatite A: 21,2% das notificações nacionais

É fundamental que a população esteja consciente sobre a prevenção e o tratamento das hepatites virais, e que os profissionais de saúde estejam preparados para diagnosticar e tratar essas doenças. Com a colaboração de todos, é possível reduzir a incidência e a mortalidade por hepatites virais no Brasil.

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