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Inauguração da Mostra no MAM Rio

O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio) inaugurou uma exposição de longa duração que promete mudar a relação do público com seu próprio acervo. A mostra, intitulada “Entre o moderno e o contemporâneo: arte nas coleções do MAM Rio”, reúne cerca de 170 artistas num percurso permanente que passa a garantir acesso contínuo a um patrimônio historicamente restrito a mostras temporárias.

A exposição parte do próprio impulso que originou o museu, o projeto modernista que buscava construir uma arte capaz de expressar a singularidade cultural brasileira. A partir dessa origem comum entre obra e instituição, a exposição acompanha os movimentos e linguagens que atravessaram a arte no país, evidenciando o papel do próprio museu em momentos decisivos dessa trajetória.

Organização e Destaques

A mostra é organizada de forma cronológica em oito núcleos, incluindo Modernismos, Abstrações além da forma, O impulso geométrico, entre outros. Entre os destaques estão obras de Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Alfredo Volpi, Guignard, Iberê Camargo, Tomie Ohtake, Ivan Serpa, Judith Lauand, Franz Weissmann, Hélio Oiticica, Cildo Meireles, Antonio Manuel, Artur Barrio, Beatriz Milhazes, Ernesto Neto e Anna Maria Maiolino.

Alguns dos destaques da mostra incluem:

  • “A Japonesa” (1924), de Anita Malfatti
  • “Urutu” (1928), de Tarsila do Amaral
  • Obras de Alfredo Volpi, Guignard, Iberê Camargo, Tomie Ohtake, Ivan Serpa, Judith Lauand, Franz Weissmann, Hélio Oiticica, Cildo Meireles, Antonio Manuel, Artur Barrio, Beatriz Milhazes, Ernesto Neto e Anna Maria Maiolino

Experiência e Acesso

A curadoria evita propor uma narrativa fechada ou linear, convidando o visitante a montar relações próprias entre momentos e linguagens distintas. A experiência é ampliada por QR codes distribuídos pela mostra, que dão acesso a documentos e fotografias do acervo do museu sobre episódios como o Ateliê de Gravura, os cursos de Ivan Serpa, as exposições Opinião 65 e Opinião 66 e as relações entre ditadura, arte e comunicação no Brasil.

Para Yole Mendonça, diretora executiva do museu, a mostra pretende ampliar o acesso a esse patrimônio e mostrar como as coleções oferecem uma leitura própria da história da arte brasileira, construída a partir da trajetória da própria instituição.

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