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Projeto leva atendimento médico a comunidades ribeirinhas do Amazonas

Um projeto inovador está mudando a realidade de comunidades ribeirinhas no Amazonas, levando atendimento médico a regiões remotas e de difícil acesso. A iniciativa, chamada de “SUS na Floresta”, visa adaptar e fortalecer a Atenção Primária à Saúde em comunidades ribeirinhas e tradicionais da Amazônia.

Antes da implementação do projeto, moradores da zona rural ou das comunidades ribeirinhas de Carauari precisavam fazer um percurso de horas ou dias em uma viagem de lancha para chegar até o posto mais próximo, localizado na zona urbana da cidade. Isso dificultava o acesso a serviços de saúde básicos, como consultas médicas e pré-natal.

Com a inauguração de dois novos pontos de atendimento em Campina e Bauana, essas distâncias foram encurtadas. Os pontos de saúde estão localizados dentro de unidades da Fundação Amazônia Sustentável (FAS) em Carauari e devem atender 56 comunidades ribeirinhas, beneficiando cerca de 4,7 mil pessoas.

Os pontos de atendimento são equipados com consultórios para atendimentos presenciais e remotos, sala de triagem, consultório odontológico, conexão à internet, equipamentos de telessaúde e áreas para a permanência das equipes de saúde. Além disso, os profissionais de saúde estão vinculados à rede pública e à Estratégia Saúde da Família.

A iniciativa também prevê a realização de mutirões e visitas esporádicas de médicos e odontólogos, permitindo que os pacientes possam se consultar com esses profissionais por atendimento presencial ou teleconsultas.

Com a implementação do projeto, a expectativa é que as populações ribeirinhas não fiquem sem atendimento, mesmo em situações excepcionais provocadas por pandemias ou eventos climáticos. Além disso, o projeto contribui para prevenir agravamentos, dar continuidade aos tratamentos e tornar efetivo o direito universal à saúde de acordo com as necessidades de cada território.

Os pontos de atendimento em Campina e Bauana já começaram a funcionar e estão evitando diversas chamadas para as lanchas de resgate. Além disso, os profissionais de saúde estão atendendo a demandas de saúde básicas, como pré-natal, hipertensão e gripe.

Ao todo, serão seis pontos de atendimento, com três novos pontos previstos em Itapiranga e Novo Aripuanã, além de um alojamento de apoio aos profissionais de saúde em Uarini.

  • 56 comunidades ribeirinhas devem ser atendidas pelos pontos de saúde;
  • 4,7 mil pessoas devem ser beneficiadas pelo projeto;
  • 6 pontos de atendimento estão previstos;
  • 3 novos pontos de atendimento estão previstos em Itapiranga e Novo Aripuanã.

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