O Legado de Moacir Santos: Conectando Sertão, Bossa e Jazz
Moacir Santos, um compositor, arranjador, multi-instrumentista e maestro brasileiro, completaria 100 anos em 26 de julho. Sua obra, que se destaca pela fusão de ritmos afro-brasileiros com o jazz, ainda carece de maior reconhecimento no Brasil.
Sua música mais conhecida, “Nanã”, foi composta a partir da reza de pessoas numa procissão e se tornou um sucesso, com gravações de mais de uma centena de artistas, incluindo Nara Leão, Sergio Mendes e Tim Maia.
Moacir Santos nasceu no sertão pernambucano e aprendeu a tocar instrumentos de banda marcial ainda criança. Ele fugiu de casa na adolescência e rodou o Nordeste em orquestras de circo e bandas militares, antes de se estabelecer no Rio de Janeiro, onde atuou na Rádio Nacional como saxofonista e arranjador.
- Foi aluno do maestro César Guerra-Peixe e professor de Baden Powell, João Donato, Paulinho da Viola, Airto Moreira e Roberto Menescal, entre outros.
- Sua obra-prima, o álbum “Coisas”, lançado em 1965, é considerada uma síntese de sua trajetória e reúne 10 composições que fusionam ritmos afro-brasileiros com o jazz.
- Em 1967, Moacir Santos se mudou para os Estados Unidos, onde seguiu dando aulas e compondo trilhas de cinema, e lançou álbuns pela gravadora de jazz Blue Note.
Seu legado é marcado pela inovação e pela capacidade de fundir ancestralidade e modernidade em sua música. O “mojo” de Moacir Santos, um sistema rítmico que ele criou, é considerado uma de suas contribuições mais importantes para a música brasileira.
Hoje, sua obra é reverenciada por músicos e pesquisadores, que buscam entender a estética e a genialidade por trás de sua música. O centenário de nascimento de Moacir Santos é uma oportunidade de celebrar sua contribuição para a música brasileira e internacional.
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