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Carros elétricos dão mais enjoo do que os convencionais. A ciência explica por quê

Carros Elétricos e o Enjoo: Entendendo o Fenômeno

O mercado de carros elétricos está em expansão, com um em cada quatro veículos novos comercializados no planeta em 2025 sendo elétrico. No entanto, junto com a maior procura por esses veículos, também tem crescido o número de relatos de mal-estar, enjoo e tontura ao dirigir ou ser transportado em um carro elétrico.

Pesquisadores que estudam o chamado “enjoo de movimento” ou “cinetose” já identificaram uma série de características técnicas dos elétricos que ajudam a explicar esse fenômeno. Todas elas têm a ver com a forma como o cérebro humano lida com as informações sobre velocidade e equilíbrio.

Por que os Carros Elétricos Causam Mais Enjoo?

A explicação central está na falta de repertório. A grande maioria dos motoristas passou a vida inteira dirigindo ou andando em carros a combustão e, com isso, o seu cérebro aprendeu a associar certos sinais, como o barulho crescente do motor, a uma mudança iminente de velocidade. Quando esse padrão desaparece, como acontece nos veículos elétricos, o cérebro simplesmente não tem experiência suficiente para prever o que vem a seguir.

Além disso, a frenagem regenerativa e a entrega quase instantânea de força para as rodas, o torque, também contribuem para o desconforto. A falta de som do motor também é um fator, pois retira do cérebro uma pista sonora importante sobre o que está prestes a acontecer com a velocidade do veículo.

O que Causa a Cinetose?

A cinetose surge quando existe uma divergência entre o que os olhos veem, o que o ouvido interno (responsável pelo equilíbrio) sente e o que o corpo realmente experimenta. Trata-se de uma espécie de “conflito neural”, que pode levar o organismo a reagir com sintomas de suor frio, tontura e náusea.

Como Reduzir o Desconforto?

Enquanto a frota de elétricos continua crescendo, montadoras e pesquisadores testam novas soluções para o problema. Até lá, algumas atitudes simples podem ajudar a reduzir o desconforto, como:

  • Sentar-se no banco da frente, onde a visão do trajeto facilita a antecipação de curvas e freadas;
  • Evitar mexer no celular ou ler durante a viagem;
  • Manter o olhar fixo no horizonte ou na estrada à frente;
  • Abrir a janela para respirar ar fresco durante o trajeto;
  • Tomar medicamentos contra enjoo para viagens mais longas.

A transição para os modelos elétricos é parte da resposta global à crise climática, com o setor de transportes sendo um dos grandes responsáveis pela emissão de gases de efeito estufa. A substituição gradual dos motores a combustão por motores elétricos é uma das estratégias mais discutidas para reduzir a pegada de carbono das cidades.

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