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O paradoxo da agilidade: quando acelerar demais pode aumentar o risco em cibersegurança

O Paradoxo da Agilidade: Quando Acelerar Demais Pode Aumentar o Risco em Cibersegurança

A pressão por acelerar entregas nunca foi tão intensa nas áreas de tecnologia. A inovação contínua, a redução do time to market e a digitalização de produtos deixaram de ser diferenciais e se tornaram exigências mínimas para continuar competindo. No entanto, o efeito colateral desse movimento é o aumento do risco cibernético, que quase sempre ocorre em silêncio.

De acordo com dados recentes do World Economic Forum, mais de 70% das organizações perceberam um aumento no risco cibernético, enquanto mais de 40% relataram ataques bem-sucedidos em um único ano. O ponto central não está apenas na evolução das ameaças, mas na forma como as empresas aceleram seus processos sem fortalecer suas bases.

Os Desafios da Agilidade em Cibersegurança

A busca por entregas mais rápidas é legítima, mas frequentemente surge num contexto em que as iniciativas digitais já não entregam o valor esperado. Segundo o Gartner, cerca de 40% dessas iniciativas não atingem seus objetivos de negócio. O efeito é o acúmulo de débitos técnicos não resolvidos antes do deploy.

  • Inteligência artificial, microsserviços, cloud híbrida e APIs abertas trouxeram ganhos reais de escala, mas fragmentaram o controle e expandiram a superfície de ataque.
  • O modelo tradicional de perímetro já não responde sozinho aos desafios atuais, e surge um ecossistema distribuído, no qual a responsabilidade é compartilhada entre equipes internas, fornecedores e plataformas.
  • Cada nova integração adiciona valor, mas também introduz novos pontos de vulnerabilidade.

Para equilibrar inovação, agilidade e resiliência, é necessário integrar segurança desde a concepção das soluções. Os conceitos de security e privacy by design deixam de ser uma recomendação e passam a ser uma necessidade estrutural.

A liderança deve se questionar se a organização conhece sua superfície de ataque, se o risco acumulado é compreendido ou apenas presumido, e se a velocidade atual está sustentada por uma base resiliente.

Em uma realidade em que a transformação digital é irreversível, a maturidade em segurança se torna um indicador direto da sustentabilidade do negócio. A agilidade continuará sendo essencial, mas sem uma base sólida, pode se tornar exatamente o oposto do que se busca: um fator de risco.

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