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Ativistas entram na justiça para impedir exportação de obras de Frida Kahlo do México

Ativistas Lutam Contra a Exportação de Obras de Frida Kahlo do México

Um grupo de ativistas entrou com três ações na justiça para tentar impedir a saída da coleção Gelman Santander do México. Essa coleção inclui 161 obras de artistas renomados, como Frida Kahlo, Diego Rivera, José Clemente Orozco, David Alfaro Siqueiros e María Izquierdo, e está programada para embarcar em uma turnê de dois anos que começará na Espanha.

As ações foram movidas pelo coletivo Defendamos la Colección Gelman, que argumenta que cerca de 30 das obras têm status de “monumento artístico”, o que limita sua saída do país a permissões temporárias de exportação. Segundo os ativistas, o acordo que viabiliza a turnê internacional teria estendido essa circulação até 2030, além do previsto em lei.

A coleção foi reunida pelo produtor de cinema Jacques Gelman e pela mulher, Natasha Zahalka, na Cidade do México, nos anos 1940. Em janeiro, passou a ser administrada pela Fundação Santander, com o banco planejando exibi-la a partir de setembro no Faro Santander, na Espanha. Um acordo tripartite revelou que o acervo está, desde 2023, sob propriedade parcial da família Zambrano, do setor de cimento.

O historiador da arte Francisco Berzunza, fundador do Defendamos, questiona a compra da coleção pelos Zambrano em 2023, negociada com Robert Littman, executor do testamento de Zahalka, que teria se tornado curador e também proprietário do acervo. Ele afirma que o governo mexicano nunca divulgou os termos das permissões de exportação nem o acordo com o Santander.

Próximos Passos

Os ativistas estão lutando para impedir a exportação das obras de arte e garantir que elas permaneçam no México. A nota do INBAL afirmou que a coleção seguirá, após a Espanha, para a Fundação Beyeler, na Basileia, e depois para o Museu Nacional da Noruega, retornando ao México em 2028 para exposição no Museu de Arte Contemporânea de Monterrey.

Os principais pontos da disputa incluem:

  • A exportação de obras de arte com status de “monumento artístico”;
  • A falta de transparência sobre os termos das permissões de exportação e o acordo com o Santander;
  • A propriedade parcial da coleção pela família Zambrano, do setor de cimento.

O caso está gerando grande controvérsia e debate sobre a proteção do patrimônio cultural e a responsabilidade dos governos e instituições em relação às obras de arte.

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